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sábado, 2 de abril de 2011
CÉREBRO: CONCRETO E ABSTRATO
quinta-feira, 31 de março de 2011
ENTENDENDO O TDAHI

sustentar o foco, em organização, motivação, modulação
emocional, memória e outras funções do sistema de
gerenciamento do cérebro.
A atenção é uma função incrivelmente complexa e multifacetada
da mente. Ela desempenha um papel crucial naquilo que
percebemos, relembramos, pensamos, sentimos e fazemos. E não
é somente uma atividade isolada do cérebro. O processo
contínuo da atenção envolve organização e o estabelecimento de
prioridades, foco e mudança de foco, regulação do sentido de
alerta, esforço sustentado e regulação da velocidade de
processamento da mente e output. Envolve também a
administração da frustração e de outras emoções, recuperação
de fatos, usando a memória de curto prazo, monitoramento e
auto-regulação das ações.
As funções executivas descrevem o sistema de gerenciamento
do cérebro e estão localizadas no lobo pré-frontal. As funções
executivas são descritas em seis grupos distintos:
• ATIVAÇÃO: organização, priorização e ativação para
trabalhar;
• FOCO: focando, sustentando e desviando a atenção às
tarefas;
• ESFORÇO: regulando o estado de alerta, o esforço
sustentado e a velocidade do processamento;
• EMOÇÃO: administrando frustrações e modulando
emoções;
• MEMÓRIA: utilizando memória de trabalho e acessando
informações;
• AÇÃO: monitoramento e auto-regulação das ações.
A maioria das pessoas com TDAHI exibiu dificuldades crônicas
significativas em pelo menos alguns aspectos de cada um desses
seis grupos. Muitos indivíduos com TDAHI adiam cronicamente o
início das tarefas até que se deparam com pressões imediatas de
um prazo de entrega. A dificuldade para iniciar, manter o foco e
concluir uma tarefa são percebidas a todo instante e a cada nova
tarefa apresentada. O estabelecimento de uma rotina de
trabalho facilita a organização e determina os hábitos que vão
sendo incorporados aos poucos.
Para estimular esta inabilidade e preparar gradativamente o
cérebro para o entendimento de todas estas elaborações é
importante a realização de uma série de atividades, que embora
pareçam simples são fundamentais para um bom desenvolvimento
da organização e de certa forma colaboram para a ativação de
todos os grupos.
ATIVIDADES:
SEQUÊNCIA LÓGICA: são passos executados até atingir um
objetivo ou solução de um problema. As histórinhas
desmembradas servem para organizar o pensamento
estruturando início, meio e fim e estimulando, assim, a área pré-frontal
do cérebro.
LIGAR PONTOS: contribui para a atividade anterior e envolve
resolver o desafio do início ao fim levando à conclusão de um
trabalho.
LABIRINTO: estimula o foco e a continuidade contribuindo para
as demais atividades, além de trabalhar a motricidade fina. Se
for realizada alternando as mãos – ora com a direita, ora com a
esquerda – estimula tanto a área direita como esquerda do
cérebro levando a uma verdadeira ginástica cerebral.
ATIVIDADES DE COMPLETAR: envolve o conceito de análise-síntese
– perceber o todo e desmembrá-lo em partes ou analisar
as partes e compor o todo. É fundamental para a organização e
estruturação do pensamento.
JOGO DOS SETE ERROS: idem ao anterior, além de
desenvolver a atenção, foco, esforço e monitoramento.
Existem outras atividades como CADÊ? (similar a Onde está
Wally?); olho vivo; fique de olho; memória; dominó; quebra-cabeça; tangran; blocos lógicos entre outros que sugerem um pouco de cada habilidade
descrita nas atividades anteriores.
Andréia Santos da Costa Ferrão
Referência:
BROWN, Thomas E. Transtorno de Déficit de Atenção: a mente desfocada em
crianças e adultos. Porto Alegre: Artmed, 2007.
REDUZINDO O COMPORTAMENTO – PROBLEMA TEA/AUTISMO

Este é um aspecto bastante complexo e que acaba por afetar o desenvolvimento como um todo. Uma vez estabelecido o problema, encontramos dificuldades em minimizá-lo ou eliminá-lo por completo e muitas vezes ele acaba se agravando. Quando nos deparamos com um comportamento inadequado devemos procurar estratégias para que ocorra uma mudança deste comportamento:
1. PREVENÇÃO: a inclusão de uma rotina estruturada com a devida antecipação dos fatos permeada pelo conhecimento dos elementos desencadeadores do comportamento contribuem para se prevenir ou de certa forma premeditar o que pode acontecer.
2. AVALIAÇÃO FUNCIONAL: identificar e analisar as variações do comportamento-problema. Levantar hipóteses e discutí-las com os envolvidos. Confirmar ou refutar estas hipóteses. Elaborar uma intervenção.
3. INTERVENÇÃO: Imediata – é aquela que ocorre no momento, é pontual e evita o desencadeamento de outros comportamentos, e, Abrangente – aborda todos os comportamentos apresentados.
4. MUDANÇA SISTÊMICA: as intervenções utilizadas devem ser discutidas com todos os envolvidos no desenvolvimento da criança, pois a intervenção deve ser a mesma independente de quem esteja com a criança no momento da crise.
É importante lembrar que cada criança é única e a intervenção que deu certo com uma pode não dar com a outra, mas é levantando hipóteses, solicitando ajuda e entendendo o funcionamento deste “ser/estar autista” que encontramos boas soluções para o problema apresentado.
Contribuição: AMA
domingo, 20 de setembro de 2009
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
JOGO DOS SETE ERROS - TURMA DA MÔNICA

ATIVIDADES DA TURMA DA MÔNICA

MANDALAS

BONECAS DE PAPEL

domingo, 30 de agosto de 2009
A U T I S M O Segundo as descrições do DSM-IV e CID-10 o Autismo é classificado dentro dos Transtornos Globais do Desenvolvimento ou TID – Transtornos Invasivos do Desenvolvimento, que abrange um espectro muito heterogêneo, pois, seu diagnóstico se apóia em descrições fenomenológicas em vez de critérios etiológicos, ou seja, déficits na sociabilidade, na empatia, na capacidade de compreensão e percepção dos sentimentos dos outros; déficit na linguagem comunicativa e imaginação; déficit no comportamento adaptativo e na flexibilidade cognitiva. Essas descrições fenomenológicas definem o chamado Autismo Clássico que o diferencia de outros TIDs. Há certa confusão, na literatura, em relação à terminologia; Autismo e Transtorno Invasivo do Desenvolvimento. O termo Autismo diz respeito ao Autismo Clássico, um dos transtornos mais graves do espectro do TID.
Os Autistas são alheios aos estímulos ambientais, têm imaginação pobre, dificuldades de abstração e de aprendizagem. Apresentam comportamentos repetitivos (estereotipias) e acentuadas resistências às mudanças. A etiologia é desconhecida e o diagnóstico é impreciso. Requer muito estudo e análise exploratória em muitos níveis diferentes do desenvolvimento da criança e do adolescente, como do comportamento à cognição, da neuropsiquiatria à genética, da fonoaudiologia à psicopedagogia, da psicologia à terapia ocupacional e nas estreitas interações interpessoais ao longo do tempo (SHULTZ, 2005 e KLIN et. al. 2006).
De uma forma geral, a educação de autistas acaba sendo prejudicada pelas manifestações comportamentais e pelas características próprias da síndrome: desvios na atenção, dificuldades de comunicação, aprendizagem pelas rotas visuais, apego aos detalhes, falhas na generalização, entre outras. No entanto, é possível adaptarmos o ambiente e o material para facilitarmos a aquisição de habilidades. Para tanto, sugerimos:
-Adequação da proposta pedagógica ao nível de funcionamento;
-Adequação da proposta pedagógica à faixa etária;
-Eliminação dos estímulos concorrentes para orientar melhor a atenção da criança em sala de aula (não deixar muito perto de portas, janelas, evitar muita decoração nas paredes, deixar somente o material que for usar á vista, etc.);
-Oferecer regras claras e visuais (associar gestos, imagens, fotos e objetos á dica verbal). Ex: ao falar “João, agora é hora de sentar", bater levemente na cadeira com a mão, mostrar a cadeira, fazer um som com a batida da sua mão na cadeira, enquanto direciona a criança na execução da ação;
-Oferecer atividades da forma mais estruturada possível, com poucos objetivos por vez. É melhor oferecer várias tarefas curtas do que poucas tarefas longas;
-Incluir em todas as propostas, a estimulação da comunicação (o que não precisa significar somente FALA). Sabermos que quanto melhor a criança se comunica, melhor é o seu comportamento;
-Verifique as habilidades da criança, o que ela já consegue realizar sozinha e alterne com atividades em que ela ainda necessita de ajuda;
-Dividir o tempo da aula em minutos (ex: de 20 em 20 minutos) e variar as tarefas dentro desses momentos. Procure iniciar o dia de trabalho sempre com uma tarefa que favoreça o engajamento da criança para garantir a motivação e o sucesso. Ensine que cada espaço tem a sua função. Lanche é no refeitório (e não dentro da sala de aula); tomar banho é no banheiro; etc.
Descobrir que o filho é autista pode ser uma experiência angustiante. Hoje, com uma abordagem pedagógica e terapêutica adequada, essas crianças podem vir a se desenvolver muito bem, ainda que de forma diferente de outras crianças.
APRENDER EM CONSTRUÇÃO
Andréia Santos da Costa Ferrão
Pedagoga - Educação Especial
Especialista em Psicopedagogia
Av. Madre Benvenuta, 1584 - sala 11 - 1º andar
Santa Mônica - Florianópolis - Santa Catarina
F: (48) 9162-4810
Avaliação e Intervenção de crianças, adolescentes e adultos com Dificuldades ou Transtornos de Aprendizagem: Autismo, Dislexia, Discalculia, Disgrafia e TDA/H/I. Artesanato-terapia e Psicomotricidade. Elaboração de Projetos e Jogos Adaptados. Palestras. Orientação à família e à escola. Projeto Psicopedagogia e Psicoterapia na Escola. Consultoria Pedagógica e Psicopedagógica. Visite o Blog e o site e entre em contato!
Os pais são os maiores especialistas em seus filhos, portanto, se perceber que alguma coisa está errada, não demore em procurar ajuda de um especialista. O psicopedagogo é o profissional especialista em aprendizagem. Se a criança não está aprendendo procure ajuda deste profissional. Lembre-se que sozinho não chegamos a lugar algum. Busque apoio e esclareça suas dúvidas sempre que sentir necessidade.
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
DICAS PSICOPEDAGÓGICAS

- Sem conhecimento teórico sobre a leitura, a escrita, conceitos matemáticos e ortografia, nenhum profissional da psicopedagogia pode atuar de forma competente e eficiente no campo destas dificuldades específicas. Parafraseando Alícia Fernández que utiliza a metáfora do equilibrista para exemplificar a importância da teoria – O artista se equilibra na corda bamba (prática), mas conta com uma rede de proteção (teoria) que o sustentará caso caia;
- Um dos principais objetivos da avaliação psicopedagógica é compreender o que se passa com a criança – devemos ouvir seu discurso, saber o que se passa, perguntar sobre seus desenhos, entrar em suas brincadeiras, e, se houver necessidade, intervir;
- A atitude terapêutica do profissional é ponto fundamental na hora de realizar o diagnóstico. Um diagnóstico preciso garante uma sensação de bem-estar em todos que participam deste processo. As informações fornecidas pela família, pela escola, pelo sujeito ao longo do processo precisam ser decodificadas com precisão;
- Todas as etapas devem ser bem conduzidas de acordo com sua linha de trabalho e permeada pela ética profissional;
Devemos aprimorar a cada dia nosso olhar e nossa escuta – aspectos cruciais do nosso trabalho. O Diagnóstico é um levantamento de hipóteses:
→ Há danos no organismo?
→ Há problemas de cognição?
→ Há distúrbio ou atraso psicomotor?
→ E os aspectos emocionais como estão? - A avaliação da linguagem é imprescindível. Devemos ter clareza de que o objetivo desta avaliação vai além da escolha de provas ou testes específicos que determinem pontuações. O comportamento frente a situações reais de comunicação e a funcionalidade da linguagem são os elementos de maior importância diagnóstica;
- O ponto determinante para a escolha das estratégias de avaliação é o estigma do distúrbio. A criança cria uma auto-imagem negativa em virtude de seus fracassos escolares e, por temor a novas falhas, evita a execução de atividades formais de leitura e escrita, principalmente nas situações de avaliação. Por este motivo, o avaliador deve esclarecer seu papel de terapeuta desde o processo diagnóstico, procurando promover, de início, atividades específicas menos formalizadas e, apesar disso, suficientes para contemplar o objetivo da avaliação;
- De acordo com o interesse da criança, podemos fazer da conversa espontânea , dos jogos e atividades gráficas informais, instrumentos interessantes para o início da avaliação, possibilitando maior descontração na execução de atividades mais formais, quando houver necessidade;
- Em relação a leitura e a escrita devemos observar e traçar algumas estratégias tendo como foco:
Identificação de grafemas;
Leitura de palavras;
Leitura de histórias;
Emissões gráficas espontâneas;
Elaboração de história;
Cópia;
Ditado de palavras;
Ditado de textos.
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
PROJETO PEDAGÓGICO: ÔNIBUS MULTISENSORIAL DE CAIXAS DE LEITE

ESCOLA BÁSICA MUNICIPAL JOÃO ALFREDO ROHR
PROJETO: ÔNIBUS MULTISENSORIAL DE CAIXA DE LEITE
"Uma idéia pode transformar-se em pó ou magia, dependendo do talento que nela tocar" (Willian Bernbach).
OBJETIVO GERAL: Construir um ônibus utilizando caixas de leite, garrafas pet, sucata e brinquedos que contemplem a estimulação de todos órgãos dos sentidos através da brincadeira.
JUSTIFICATIVA: Sabe-se que através do lúdico podemos desenvolver as funções: socializadora – a brincadeira proporciona hábitos de convivência e troca através das relações; psicológica – através do brincar a criança aprende a controlar seus impulsos e externar suas emoções e pedagógica – brincar e jogar são fundamentais para o trabalho interdisciplinar, heterogêneo e de construção de conceitos, tornando o educando um agente ativo no seu processo de desenvolvimento e um sujeito crítico porque não aceita tudo o que lhe é imposto.
Busca-se com esta proposta de atividade da sala multimeios envolver toda a escola na construção de um ônibus multisensorial para proporcionar vivências da forma mais concreta possível do que é ser uma pessoa em situação de deficiência. A construção do ônibus utilizando sucata desenvolverá também a consciência ambiental na busca de um mundo melhor para se viver e utilizará o lema: “Um passo à frente pela paz ao meio ambiente”.
Para que esta proposta de trabalho tome forma é necessário o envolvimento de toda escola que vai desde o coletar a sucata, onde envolvemos professores, alunos e suas famílias e comunidade até a construção e utilização do ônibus.
A Escola no momento não possui um parquinho para as crianças brincarem, algumas se divertem jogando bola, pulando corda ou jogando pingue-pongue. A idéia de um ônibus com várias atividades disponíveis no seu interior vai além de estimular os sentidos, traz um certo mistério, instiga, provoca dúvidas e leva o indivíduo a se colocar no lugar do outro e a perceber o mundo de uma forma diferente. O custo deste projeto é mínimo, uma vez que praticamente todo material é reciclado. A reciclagem da caixa de leite ainda está bastante difícil de se efetivar uma vez que envolve a separação de todos elementos que compõe a caixa (plástico, papelão e alumínio). Transformar a sucata em brinquedo já é prática em todas as escolas e o professor deve cada vez mais usar sua criatividade para utilizar adequadamente este material que não tem nenhum custo e ainda por cima contribui para a preservação da natureza.
Salientamos alguns objetivos mais específicos que podem ser desenvolvidos pelas turmas junto de seus professores. Fica a critério do professor selecionar, acrescentar ou substituir estes objetivos de acordo com a proposta de trabalho com sua turma. Algumas atividades serão orientadas semanalmente pelas professoras da sala multimeios, Andréia Ferrão e Cristiana Erthal.
→ Este projeto foi apresentado na Reunião de Estudos realizada no dia 16 de abril de 2008. Desde esta data toda escola se envolveu na arrecadação das sucatas. O projeto já sofreu algumas mudanças - como a idéia inicial que era de um trem. Como o tamanho do trem seria muito grande e envolveria mais tempo, conversamos com os alunos e uma aluna da 3ª série sugeriu que fizéssemos um ônibus. Adoramos a idéia e o projeto se remodelou.
Até o momento três turmas estão envolvidas diretamente com a construção do ônibus (31; 32 e 41). Este envolvimento aconteceu de forma gradativa por meio da equipe pedagógica e interesse dos professores.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS (sugestões):
EDUCAÇÃO ARTÍSTICA
Construir uma maquete do ônibus utilizando caixinhas de água de coco, todinho, suco ou semelhante;
Colocar a maquete do ônibus no corredor para que todas as turmas possam visualizar a mesma;
Dramatizar situações matemáticas;
Desenhar o ônibus com sugestões de atividades para o seu interior;
Pintar sem usar as mãos (a tinta será assoprada com canudinho);
Confeccionar fantoches, fantasias, cenários,...
Construir o ônibus;...
MATEMÁTICA
Contar as caixas de leite e uni-las com fita adesiva;
Utilizar o projeto para a confecção das colunas;
Formar fileiras com 10 caixas;
Desenvolver as operações matemáticas de acordo com a série;
Desenvolver problemas comparando custo das diferentes marcas de leite;
Trabalhar com unidades de medida;
Criar situações matemáticas de acordo com as atividades desenvolvidas;
Registrar em gráficos qual o tipo ou marca de leite mais consumida;
Registrar no caderno ou em portfólio as atividades realizadas;...
Obs.: O acesso ao ônibus deve permitir a passagem de cadeira de rodas.
PORTUGUÊS
Realizar leitura dos rótulos das caixas de leite;
Comparar as marcas;
Construir textos individuais e coletivos com os temas: leite, sucata, reciclagem, meio ambiente, deficiência;
Registrar as atividades desenvolvidas;
Confeccionar jogo de memória com as palavras utilizadas;
Escutar histórias com os olhos vendados e desenhar o que imaginou;
Observar as gravuras de uma história sem poder ouvir;
Elaborar livros de história, poesias, contos, crônicas, lendas, parlendas para serem disponibilizadas no ponto de embarque do ônibus.
EDUCAÇÃO FÍSICA
Desenvolver as noções: dentro/fora; em cima/embaixo; direita/esquerda, etc. em relação ao ônibus;
Utilizar as caixas de leite como jogos de construção ou regras: blocos de caixas para empilhar; memória de marcas; dominó de marcas; boliche, entre outros;
Fazer combinações: só entra no ônibus quem faz uma cesta; um gol; constrói a torre mais alta; número par no dado etc.
CIÊNCIAS
Reciclar as caixas de leite;
Desenvolver noções de cuidado com o meio ambiente;
Separar corretamente o lixo utilizando as lixeiras adequadamente;
Higienizar as caixas;
Demonstrar os tipos de leite existentes;
Explorar os órgãos dos sentidos durante o “trajeto” do ônibus (a cada 15 dias as atividades dentro do ônibus serão trocadas – inicialmente pela sala multimeios e posteriormente a responsabilidade será da turma sorteada)
ESTUDOS SOCIAIS/ HISTÓRIA/ GEOGRAFIA
Verificar os municípios que possuem indústrias de laticínios;
Localizar os municípios nos mapas;
Comparar as regiões que possuem indústrias de laticínios com as que não possuem;
Simular locais por onde o ônibus vai passar.
HORA DO CONTO/ BIBLIOTECA
Dramatizar as histórias escolhidas pelas crianças dentro do ônibus ou no ponto;
Utilizar as janelas e brincar com fantoches;
Contar ou inventar uma história envolvendo o “passeio de ônibus”;
Confeccionar fantoches, fantasias, livros;
Restaurar livros dentro do ônibus ou no ponto de espera
INGLÊS/ LIBRAS/ BRAILLE
As informações por escrito devem contemplar a língua inglesa, LIBRAS e Braille;
Alguns livros devem contemplar a língua inglesa, o Braille e também LIBRAS.
INFORMÁTICA
Divulgar nos blogs e site da escola o desenvolvimento do trabalho;
Fotografar e filmar as etapas;
Produzir no movie maker o trabalho desenvolvido;
Produzir o “Passe Especial” – Ingresso ao ônibus;
Produzir o convite para o III Eco-Festival
Outras atividades podem surgir e algumas podem não ser realizadas. O planejamento serve como sugestão de desenvolvimento do projeto, mas este deve ser flexível e acontecer de acordo com o que a turma sugere e está disposta a realizar. A observação das crianças feita pelo educador pode ser considerada o grande impulso para o planejamento por projetos, pois privilegia o olhar da criança, o que ela pede ou questiona. O projeto traz uma idéia de perspectiva, de linhas gerais que podem, no processo, receber melhores contornos, maiores definições. Pode ser desenvolvido e adaptado para qualquer grupo de educandos, em qualquer série, sendo mantido somente seu objetivo geral – princípio norteador do trabalho.
RECURSOS MATERIAIS:
Cerca de 1200 caixas (180 para frente e fundos e 900 para as laterais e o suficiente para o teto);
Cerca de 584 garrafas pet transparentes para os pára-brisas e bancos internos;
Fita Transparente ou crepe – o suficiente para colar as caixas e levantar as paredes (as caixas são unidas uma a uma com fita adesiva; cada fileira é reforçada com mais uma volta de fita e cada bloco de 60 ou 80 caixas são unidos novamente com duas ou três voltas de fita; a fita transparente será usada para unir as garrafas senão perde o efeito de vidro);
Tecidos, vendas e texturas;
Lixa, cortiça, isopor, espuma;
1 Tubo de cola cascorez;
Sacos plásticos de lixo de 100 litros para forrar internamente o ônibus quando contemplar a deficiência visual;
Tampões de ouvido;
Objetos variados;
Objetos que produzam sons;
Livros em Braille e Língua Inglesa;
Obstáculos grandes;
Cadeira de rodas;...
DESENVOLVIMENTO: Se o projeto for aprovado pela equipe diretiva, pedagógica e professores será desenvolvido pela(s) turma(s) que se interessar(em). Cada professor tem autonomia para desenvolver com a sua turma o que achar mais interessante, porém a montagem final do ônibus e as atividades internas iniciais serão confeccionadas e elaboradas pelas professoras da sala multimeios para estimular a curiosidade dos alunos. Uma vez por semana as professoras da sala multimeios desenvolverão algumas atividades desencadeadoras, bem como algumas dinâmicas e construção do ônibus propriamente dita. A cada quinze dias as atividades serão trocadas, inicialmente pelas professoras da sala multimeios e posteriormente por meio de sorteio (uma turma pode preparar o ônibus para as outras). Os alunos entrarão ora vendados, ora com tampões de ouvido, ora com alguma impossibilidade motora para realizar as atividades propostas no interior do ônibus. Enquanto esperam para entrar no ônibus podem se distrair realizando leitura ou desenhando utilizando os materiais que estarão disponíveis no ponto de embarque. O ônibus será construído em blocos o que permite desmontá-lo com certa facilidade. Quando houver necessidade pode ser transportado facilmente para qualquer lugar. As atividades podem ser trocadas, substituídas gradativamente à medida que houver necessidade.
As alunas Bruna Nader Paes e Camila Pisani Suenaga, da 5ª e 6ª série respectivamente, serão monitoras do projeto e contribuirão com suas experiências para um melhor desenvolvimento das atividades.
AVALIAÇÃO: Cada turma fará avaliação do projeto de acordo com as atividades que foram desenvolvidas. É um projeto que não se esgota, visto que pode ser continuado ou remodelado no próximo ano. E esta é a verdadeira intenção dos projetos – que não se esgotem, que tenham continuidade. Um verdadeiro projeto envolve muito trabalho e para que se atinja os objetivos, a equipe deve se envolver como um todo. O trabalho em equipe é que contribui para o sucesso do projeto.
Andréia Santos da Costa Ferrão Cristiana Erthal
Professora da Sala Multimeios Professora da Sala Multimeios
www.salamultimeios.blogspot.com
http://www.aprenderemconstrucao.blogspot.com/
PROJETO: ÔNIBUS MULTISENSORIAL DE CAIXAS DE LEITE
1º DIA: 09/05/08 - RELATO DE TRABALHO
DINÂMICA DE GRUPO: JOGO DE MEMÓRIA COM AS CAIXAS DE LEITE – Serão distribuídas caixas de leite para os alunos, cada um ganhará uma caixa e deverá encontrar o colega que tem a caixa igual a sua. Cada dupla deve explorar as caixas, ler o rótulo, ler as informações e socializar com o grande grupo;
EXPLICAR O PROJETO: o projeto será desenvolvido pela turma da 3ª série, pelas monitoras Bruna da 5ª série e Camila da 6ª série, e orientado pelas professoras da sala multimeios Andréia e Cristiana, a professora de sala Valmira e a auxiliar Edileusa;
EXPLORAR O CONHECIMENTO DOS ALUNOS: o que os alunos sabem sobre o leite e sobre reciclagem. Registrar as falas em cartolina para confecção do portfólio;
LER A FÁBULA – “A MENINA DO LEITE” de Monteiro Lobato: explorar a fábula; conhecimento sobre o autor; estabelecer comparações entre os termos encontrados no texto e os termos atuais (lata de leite/caixa de leite; cruzeiro/real; desenvolver a moral da história e compará-la ao dia-a-dia dos alunos).
Andréia Santos da Costa Ferrão Cristiana Erthal
Professora da Sala Multimeios Professora da Sala Multimeios
DATA: 09/05/2008
TURMA: 3ª - 31
Professora: Valmira
Orientação: Professoras Andréia e Cristiana
RELATO COM A TURMA DA 3ª:
Após o Jogo de Memória e a exploração das caixas de leite segue relato das falas dos alunos: (registro no portfólio)
O que sabemos sobre o LEITE?
- O leite é branco
- O leite é amarelo e está azedo ou estragado
- O leite tem gordura, vitamina, proteína, cálcio, 0 de gordura trans, fibras, sódio, ferro, carboidrato.
- Criança menor de 1 ano deve tomar leite da mãe – não pode beber este leite.
- Tem site para saber mais sobre o leite, tem e-mail.
- Tem leite de caixa, longa vida, em pó.
- Tem leite Integral, Desnatado e Semidesnatado.
- Marcas: LIDER, TIROL, ELEGÊ, BOM GOSTO, PIÁ, MU - MU.
- Indústrias de leite:
Concórdia-SC
Treze Tilhas- SC
São Miguel do Oeste-SC
Presidente Prudente-SP
Tapejara-RS
FazendaVilanova-RS
Nova Petrópolis-RS
Teutônia-RS
Para realizar um Trabalho, o que é preciso?
- ALISSON: Precisa de um Projeto
- FERNANDO: Autorização do Prefeito
- FERNANDO: Site e e-mail
- Precisa de explicação
- Precisa de atenção
Para próxima aula:
O QUE SABEMOS SOBRE RECICLAGEM?
História: “A menina do leite”.
DATA: 16/05/2008
TURMA: 3ª- 31
Professora: Valmira
Orientação: Professora Cristiana
RELATO COM A TURMA DA 3ª:
* Objetivos da Aula Temática RECICLAGEM:
- desenvolver o raciocínio lógico;
- aprimorar os conhecimentos de mundo sobre a questão ambiental;
- estabelecer relações e diferenças entre os dois contextos apresentados (Projeto Trem Sensorial e a História “A menina do Leite”);
- oportunizar a exploração das caixas de leite individualmente;
- trabalhar os diferentes sentidos do corpo humano;
- promover a interação de todos participantes no Projeto;
- instigar a opinião dos alunos;
- oportunizar o espírito de aprendizagem coletiva e o respeito mútuo.
* Metodologia da Aula Temática RECICLAGEM - Parte 1 e Parte 2:
PARTE 1:
A professora e monitoras (Bruna e Camila) realizarão a exposição das respostas que os alunos trouxeram na primeira aula do projeto com o questionamento: O que sabemos sobre o LEITE?
Após a exposição destas respostas que os alunos criaram serão contextualizadas as temáticas do reaproveitamento da caixa de leite através da pergunta: O que sabemos sobre RECICLAGEM?
Por meio das informações trazidas pelos próprios alunos a professora estabelecerá a contextualização destas com a RECICLAGEM no Projeto.
Será aprofundada a palavra RECICLAGEM no Dicionário para maior esclarecimento científico desta temática.
PARTE 2:
A Fábula “A menina do Leite” será distribuída para cada aluno.
Logo após, será realizada a Leitura do texto pela aluna Bruna e depois pelos colegas.
Relato:
Momento 1: Realizamos a exposição das respostas trazidas pelos alunos na aula anterior sobre o significado da palavra “LEITE”, conforme registrado.
Momento 2: O que sabemos sobre RECICLAGEM?
Neste momento, procurou-se instigar os alunos para emitir os significados com relação à Reciclagem, ocorrendo grande expectativa e mobilização da turma na tarefa proposta.
As respostas dos alunos foram:
Reaproveitar
Planeta Limpo
Não jogar lixo no chão
Não poluir
Separar o lixo reciclado
Cuidar do Trem
Cuidar da Natureza
Dentro desse contexto, solicitou-se à Professora Valmira para realizar a leitura no Dicionário da palavra Reciclagem.
Logo após, a professora leu o significado do verbo RECICLAR.
OBJETIVO DO PROJETO:
Aproveitar as caixas de leite utilizadas para construir brinquedo para a escola.
A partir do significado acima, construiu-se coletivamente o OBJETIVO de nosso Projeto.
Os alunos conseguiram relacionar os termos presentes no dicionário, contextualizando com o Projeto do Trem.
Leitura do Texto: “A menina do Leite”, do autor Monteiro Lobato.
Inicialmente a monitora Bruna realizou a leitura do texto, enfocando o autor e o livro do qual foi extraído o texto, conforme bibliografia apresentada.
Após, o aluno Willian leu um trecho do texto.
Interpretação do texto:
Sobre o autor Monteiro Lobato, a monitora Camila trouxe que este autor é o mesmo do programa na TV Sítio do Pica-pau amarelo e os alunos nomearam os personagens dessa obra.
Os alunos realizaram a leitura da imagem apresentada no texto, identificando os personagens. Laurinha e suas vestimentas, no que Laurinha estava pensando, o que Laurinha carregava, etc.
Os alunos foram instigados a identificar o tempo em que a história se passava, os personagens, o contexto geográfico, a cronologia do texto, a narrativa.
Os alunos foram questionados:
Legenda:
Professora
COR VERDE
Alunos
COR LARANJA
Momento REFLEXÃO:
Prof: Por que Laurinha não conseguiu atingir seus objetivos?
Alunos: Porque ela não pensou no que ia fazer.
Prof: E para que nosso Projeto se realize, o que precisamos fazer?
Alunos: Precisamos de atenção, concentração, respeitar.
Prof: Vocês acham que Laurinha poluía o meio ambiente?
Alunos: Não, porque ela tirava o leite da vaca.
Prof: E nós, tiramos o leite da vaca?
Alunos: Não, nós tomamos da caixinha.
O que nós poderemos fazer para cuidar da natureza?
Alunos: Reciclar, fazer o Trem, não jogar lixo no chão,...
Um exemplo, Fernando, quantas caixinhas de leite sua família consome em um dia?
Ah, professora, eu acho que 2...
Muito bem, então pessoal, se a família do Fernando consome 2 caixinhas de leite por dia, em um mês, que tem 30 dias quantas caixinhas de leite a família do Fernando vai consumir?
Como é mesmo professora?
Então, seria 2 caixinhas X 30, é isso?
Isso!!!!
E quanto dá?
Hummm... 60!
Então, galerinha, a família do Fernando consumirá 60 caixinhas de leite em um mês, vocês sabem o que isso significa?
Que vai poluir, precisa reciclar...
Imaginem, se cada família jogar no lixo tudo isso...quanto lixão terá!!!
Coitado do planeta!
Confira também na galeria de imagens algumas fotos deste projeto! E não deixem de visitar o blog da Sala Multimeios: www.salamultimeios.blogspot.com
quarta-feira, 6 de agosto de 2008
PALESTRA DE ALICIA FERNÁNDEZ

ALICIA FERNÁNDEZ
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Se um aluno "está no mundo da lua", o problema do professor será o de como trazer a "lua" ao mundo da criança, já que, se quiser expulsar a "lua" da aula, expulsará também o aprendente que há em seu aluno. Por outro lado, essas "luas" costumam estar habitadas pelas situações mais dolorosas da vida das crianças.
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Muito mais importante que os conteúdos pensados é o espaço que possibilita fazer pensável um determinado conteúdo. É nesse espaço, onde nada é exclusivo - os conteúdos aprendidos ou não-aprendidos, os condicionantes orgânicos, as operações cognitivas, os determinantes inconscientes - e tudo se articula em uma escuta entre - que os idiomas de cada um serão expressos como possibilidade.
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Quando o sujeito renuncia a sua história ou é impedido de ser autor dela, a primeira conseqüência desse impedimento manifesta-se no enrijecimento de sua modalidade de aprendizagem. Ele não apenas deixa de transformar o mundo, mas abandona a tarefa humana de transformar a si mesmo.
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O objeto de qualquer intervenção psicopedagógica é abrir espaços objetivos e subjetivos de autoria de pensamento. O psicopedagogo aposta em que o desejo de conhecer e de saber possa sustentar-se apesar das carências nas condições econômicas, orgânicas, educativas, apesar das injustiças, dos déficits ou das lesões biológicas.
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A liberação da inteligência aprisionada só poderá dar-se através do encontro com o prazer de aprender que foi perdido. Por tal razão, acreditamos que nossa principal tarefa na relação com os pacientes (aos quais denomino "aprendensinantes") é "ajudá-los a recuperar o prazer de aprender" e, de igual modo, pretendemos, para nós mesmos, recuperar o prazer de trabalhar aprendendo e de aprender trabalhando.
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A psicopedagogia vem para explicar também que na fabricação do problema de aprendizagem como sintoma intervém questões que dizem respeito à significação inconsciente do conhecer e do aprender e ao posicionamento diante do escondido.
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Por último, e não menos importante, a psicopedagogia clínica vem para dizer também que, na fabricação do fracasso escolar, participam questões relativas ao posicionamento dos "ensinantes professores", mas também dos "ensinantes médicos" e do poder médico, as quais, exibindo, por vezes, um conjunto de informações hegemônicas e monopolistas, supõem o aprendente como um "sistema nervoso central caminhando".
DIFICULDADES OU TRANSTORNOS DE APRENDIZAGEM

Como diz Nádia Bossa (2000, p.12) "A identificação das causas dos problemas de aprendizagem escolar requer uma intervenção especializada".
Quando consideramos a criança devemos verificar suas condições físicas e emocionais, ou seja, sua possibilidade de aprender e se dispõe de recursos cognitivos apropriados para a fase em que se encontra.
Outra condição importante para que ocorra a aprendizagem é o desejo de aprender - a motivação permeada pelo afeto. As relações que a criança estabelece com o objeto de estudo é que a impulsionam para a construção do conhecimento.
A maior dificuldade dos educadores e dos psicopedagogos está em encontrar subsídios que indicam que a criança apresenta dificuldade de aprendizagem. Como faltam parâmetros concretos para fazer a identificação, esta acaba ocorrendo quando o aluno já repetiu um ou mais anos e provavelmente já tenha automatizado os erros.
Mesmo considerando as particularidades de cada caso, existem algumas generalizações: a maioria das crianças com dificuldades de aprendizagem apresentam impulsividade, são desajeitadas, apresentam falhas na integração perceptiva, na memória, no pensamento e na linguagem.
Emília Ferreiro afirma categoricamente que tudo aquilo que se passa com a criança no início de sua escolaridade é decisivo para toda a sua vida escolar. A autora acrescenta também que a criança não precisa chegar na escola sabendo sobre alfabetização, é a escola que tem a obrigação social de alfabetizar. (FERREIRO, 1987 apud GOLBERT, 1996, p. 83; 89).
As queixas relatadas pelos professores com maior incidência sobre o aluno que não aprende são:
→ Falta de atenção;
→ Dificuldade na leitura e na escrita;
→ Dificuldade na matemática;
→ Dificuldade nos processos de pensamento;
→ Dificuldade nas atitudes de trabalho
Ao entrar na escola a criança se depara com conceitos e estruturas que até o momento não tinham lhe sido exigidos. Ao realizar as tarefas propostas podem surgir, por diversos motivos, a presença de alguma dificuldade que não implica necessariamente em um transtorno.
Essas dificuldades podem ser: problemas anteriores à vida escolar; problemas na proposta pedagógica; capacitação do professor; problemas familiares, emocionais ou déficits cognitivos, entre outros. Nenhum fator específico é a causa do problema, pode ter origens diversas ou ser uma combinação de vários fatores.
Quando tudo estiver de acordo e a criança só não aprende na escola devemos fazer um diagnóstico institucional para verificar quais problemas estão comprometendo o êxito do aluno. Muitas vezes o professor não percebe que a sua maneira de ensinar não é a mais apropriada para o aluno aprender. O professor preso a métodos ou à proposta pedagógica da escola, sem condições de se atualizar ou mesmo resistente às mudanças não percebe que está no caminho errado e acaba por não rever a sua prática tornando-a incoerente e fazendo assim, sofrer o aluno.
O transtorno ou distúrbio de aprendizagem é um conjunto de sinais ou sintomas que provocam uma série de perturbações no aprender da criança, interferindo no processo de aquisição e manutenção de informações de uma forma acentuada. O transtorno corresponde a uma inabilidade específica em uma das áreas como a leitura, a escrita, a matemática, em indivíduos considerados capazes intelectualmente.
Os manuais CID-10 e DSM-IV apresentam três tipos básicos de transtornos específicos: o Transtorno da Leitura; o Transtorno da Escrita e o Transtorno da Matemática.
→ Transtorno da Leitura - DISLEXIA: é uma dificuldade específica em compreender as palavras escritas.
→ Transtorno da Escrita - DISGRAFIA e/ou DISORTOGRAFIA: é um transtorno de ortografia e caligrafia, geralmente combinado à dificuldade em compor textos escritos por apresentar erros de gramática, pontuação, má organização dos parágrafos, múltiplos erros ortográficos ou fraca caligrafia.
→ Transtorno da Matemática - DISCALCULIA: a criança apresenta uma inabilidade em adquirir conceitos matemáticos e a utilizá-los na vida diária.
O diagnóstico precoce do distúrbio de aprendizagem é fundamental para a superação desta dificuldade. Desta forma se verifica a área mais comprometida e se encaminha para a abordagem terapêutica mais adequada.
Segundo Pamplona (1997, p. 30; 31) baseando-se nas pesquisas as causas apontadas como responsáveis pelas dificuldades escolares e pelos altos índices de evasão e reprovação escolar são:
- falta de estimulação adequada nos pré-requisitos necessários à alfabetização;
- métodos de ensino inadequados;
- problemas emocionais;
- falta de maturidade para iniciar o processo de alfabetização
- dislexia
DISLEXIA
A Dislexia apresenta-se nos momentos iniciais de aprendizagem da leitura e da escrita.
É uma dificuldade específica nos processamentos da linguagem para reconhecer, reproduzir, identificar, associar e ordenar os sons e as formas das letras, organizando-as corretamente.
A Dislexia não é uma patologia, ou seja, não é uma doença.
CAUSAS: Genéticas, Neurobiológicas.
A história familiar é um dos fatores de risco mais importantes: 23 a 65% das crianças disléxicas têm um parente com dislexia. (Scar Boroug, 1990).
Entre irmãos a taxa é de 40%.
Entre pais e filhos, de 27 a 49%.
Cerca de 20% das crianças do mundo são disléxicas.
A criança disléxica tende a desenvolver depressão (pela pressão que sofre); ansiedade; baixa auto-estima e falta de atenção.
ALGUNS COMPORTAMENTOS E CARACTERÍSTICAS:
· Imaturidade;
· Desempenho inconstante;
· Demora na aquisição da leitura e da escrita;
· Lentidão nas tarefas de leitura e escrita, mas não nas tarefas orais;
· Dificuldade com os sons das palavras e, conseqüentemente com a soletração;
· Escrita incorreta, com trocas, omissões, junções e aglutinações de fonemas;
· Dificuldade em associar o som ao símbolo;
· Dificuldade com a rima e a aliteração;
· Discrepância entre as realizações acadêmicas, as habilidades lingüísticas e o potencial cognitivo;
· Dificuldade em associações;
· Dificuldade para organização seqüencial;
· Dificuldade em nomear objetos, tarefas...;
· Dificuldade com a organização temporal (hora), espaço (antes e depois) e direção (direita e esquerda);
· Dificuldade em memorizar números de telefone, mensagens, fazer anotações ou efetuar alguma tarefa que sobrecarregue a memória imediata;
· Dificuldade em organizar as suas tarefas;
· Dificuldade com cálculos mentais;
· Desconforto ao tomar notas e/ou relutância para escrever;
· Persistência no mesmo erro, embora conte com apoio do profissional;
· Fraco desenvolvimento da atenção;
· Atraso no desenvolvimento da fala e da linguagem;
· Atraso no desenvolvimento visual;
· Dificuldade em aprender rimas e canções;
· Falta de coordenação motora fina e ampla;
· Dificuldades com quebra-cabeça;
· Falta de interesse por livros e impressos;
· Dificuldade em aprender uma segunda língua
COMO TRABALHAR COM O DISLÉXICO:
→ Capacitar os professores para trabalhar com a diversidade e possibilitar a inclusão;
→ Estímulos são fundamentais para se elevar a auto-estima, levá-la a superação das dificuldades e exige muita determinação pessoal;
→ Não tem cura. O tratamento visa potencializar as capacidades e minimizar as dificuldades;
→ A estimulação multisensorial é muito utilizada;
→ O ambiente deve ser facilitador;
→ A vocalização ou oralização é uma forma de compensar a dificuldade;
→ Desenvolver a consciência fonológica tem apresentado excelentes resultados;
→ Antes de introduzir textos complexos, verificar se o aluno já entende os menos complexos;
→ O professor deve estar atento aos erros e não corrigir pelo aluno. Deve sentar, explicar novamente, chamar para sentar mais perto. Sublinhar os erros e fazer reestruturar o texto;
→ Se o Disléxico for bem atendido com certeza terá progressos;
→ A repetência de alunos que já reprovaram diversas vezes deve ser vista com bom senso pelos educadores. Cada caso é um caso;
→ Quanto mais cedo se fizer o diagnóstico melhor será o tratamento.
Para um atendimento mais eficaz devemos verificar o tipo de dislexia que o aluno apresenta:
· Dislexia Visual: deficiência na percepção visual e na coordenação visomotora – desenvolver a leitura do todo para as mínimas partes;
· Dislexia Auditiva: deficiência na percepção auditiva e na memória auditiva – desenvolver a leitura fonológica – das partes para o todo – usada para a leitura de palavras novas;
· Dislexia Mista ou Integrada: é a mais comum – uma integração das duas.
Colaboração: Andréia Santos da Costa Ferrão andreiapsicopedagoga@hotmail.com
Pedagoga – Educação Especial
Psicopedagoga Clínico-Institucional
Professora da Sala de Multimeios da EBM João Alfredo Rohr
www.aprenderemconstrucao.blogspot.com
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www.dislexia.org.br
www.psicopedagogiabrasil.com.br
www.abppsc.com.br
www.psicopedagogia.com.br
sexta-feira, 4 de abril de 2008
quarta-feira, 23 de janeiro de 2008
TDA/H - O que é isso?

Ginástica Cerebral

2. Anagramas são novas palavras criadas a partir das letras de outra palavra. Por exemplo, um anagrama para a palavra AMOR é RAMO ou ROMA. Veja se você pode descobrir pelo menos um anagrama para cada uma das palavras abaixo:
a) RATO
b) PORTA
c) TREINA
3. A partir das palavras de quatro letras abaixo, que outras palavras de oito letras podem ser formadas? Dica: Você pode mexer na ordem das palavras de quatro letras.
RICA DONA FUGA VASO BULE NABO CIMA
LIGA NORA RALO SONO SERÁ SOLA BETA
4. As palavras abaixo têm uma característica em comum. Você pode identificá-la? Sabe o nome dela?
RADAR
RETER
ARARA
SAIAS
SOLOS
5. Qual é a próxima letra na sequência que segue?
J J A S O N D __
6. Cem jogadores famosos participam de um banquete. Cada um deles é jogador de futebol ou jogador de basquete. Pelo menos um deles é jogador de futebol. De cada dois jogadores, pelo menos um é jogador de basquete. Quantos são jogadores de futebol e quantos são jogadores de basquete?
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Fonte: Você é tão esperto quanto pensa? - Terry Stickels
quarta-feira, 16 de janeiro de 2008
EXERCÍCIOS PRÁTICOS PARA EVITAR A AGRESSIVIDADE E CONDUZIR AO RELAXAMENTO

















