"Aprender é descobrir aquilo que você já sabe. Fazer é demonstrar que você o sabe. Ensinar é lembrar aos outros que eles sabem tanto quanto você". (Richard Bach)
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Quem sou eu

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Florianópolis, Santa Catarina, Brazil
Sou Pedagoga-Educação Especial e especialista em Psicopedagogia e Atendimento Educacional Especializado. Atualmente sou professora efetiva da sala multimeios (SRM) da EBM Osmar Cunha e atuei anteriormente na EBM Pe. João Alfredo Rohr em 2008 e 2009, ambas em Floripa. Em Porto Alegre fui professora no Instituto de Formação e Pesquisa Montessori em 1992, realizando atendimento de crianças com necessidades especiais.Fui Coordenadora Pedagógica do CEI Olívia Palito e prestei Assessoria Pedagógica à Escolas de Ensino Fundamental. Em 1998 atuei na FUPASMI, realizando atendimento de crianças e adolescentes com Autismo e Esquizofrenia. Em 2000 em Florianópolis/SC,passei a trabalhar na APAE - junto às turmas de Educação Infantil, Adolescentes e Adultos e Autistas. Em 2002 fui professora na Escola Especial Vida e Movimento. Em 2005 e 2006, morando no interior do Rio Grande do Sul fui Coordenadora Pedagógica das Escolas Municipais Catarina De Bastiani e Dona Leopoldina e fiz parte da equipe de apoio da Prefeitura Municipal de Tapejara/RS realizando avaliação e atendimento psicopedagógico.
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PSICOPEDAGOGIA CLÍNICA EDUCAÇÃO ESPECIAL PSICOMOTRICIDADE

PSICOPEDAGOGIA CLÍNICA    EDUCAÇÃO ESPECIAL    PSICOMOTRICIDADE

CONSULTORIA PEDAGÓGICA E PSICOPEDAGÓGICA

"O foco da psicopedagogia é o processo de aprendizagem humana; seus padrões normais e patológicos, considerando as influências do meio durante o seu desenvolvimento. A intervenção visa a otimização das potencialidades e minimização das dificuldades, buscando sempre os recursos das várias áreas do conhecimento para a compreensão do ato de aprender, valendo-se de métodos e técnicas próprias.”


Avaliação Pedagógica ou Psicopedagógica
Diagnóstico e Intervenção
Avaliação Psicomotora
Atendimento Educacional Especializado
Orientação à família e à escola
Elaboração de Projetos Pedagógicos Interdisciplinares
Artesanato-terapia
Jogos Pedagógicos e adaptados
Projeto Psicopedagogia e Psicoterapia na Escola

Consultoria - Palestras:
- Leitura: maneiras de ensinar, maneiras de aprender - uma possibilidade teórica que se efetiva na prática.
- Dislexia - um jeito de ser e de aprender diferente.
- TDA/H - O que é isso?
- Dificuldade, Distúrbio ou Transtorno de Aprendizagem?
- Conhecendo a Discalculia.
- O Jogo e a Brincadeira na Alfabetização.
- Educar para Pensar - um pouco de filosofia.
- Conhecendo o Autismo.

PSICOPEDAGOGIA E EDUCAÇÃO ESPECIAL

A psicopedagogia não vê a aprendizagem somente dentro do espaço da escola, pois entende que ela ocorre em todos os lugares e durante o tempo inteiro no decorrer da existência humana. Investiga as relações do indivíduo com o conhecimento, o vínculo deste com a aprendizagem e as significações contidas no ato de aprender. Articula saberes e fazeres dentro de um espaço lúdico atendendo o aprendente-ensinante em suas necessidades específicas, acreditando e desenvolvendo o potencial de cada um. O público-alvo não se restringe às crianças e aos adolescentes, pois hoje em dia muitos adultos vêm buscando tratamento para as suas dificuldades que muitas vezes se acentuam com a entrada na faculdade.
A clínica psicopedagógica se divide em 4 momentos:


1º - Entrevista (anamnese) – realizada com a família da criança ou com o próprio paciente se este for adulto.


2º - Avaliação (5/6 sessões) – momento de investigação da situação apresentada:
- Desenho Projetivo – Par Educativo
- Provas Operatórias – Piaget
- Caixa de Areia – Sessão Lúdica
- Ditado Balanceado
- Avaliação da Leitura e Escrita
- Avaliação Perceptivo-motora
- Hora do Jogo Psicopedagógica
- Consciência Fonológica
- Avaliação específica do transtorno (AHA–TDAHI adulto; Check List Dislexia adulto; elementos do PEP-R adaptado - Autismo).


3º - Devolutiva – retorno daquilo que foi avaliado e de forma se dará a intervenção.

4º - Intervenção - atendimento em sessões que variam em número de atendimentos semanais de acordo com a necessidade do sujeito.

Os pais são os maiores especialistas em seus filhos, portanto, se perceber que alguma coisa está errada, não demore em procurar ajuda de um especialista. O psicopedagogo é o profissional especialista em aprendizagem. Se a criança não está aprendendo procure ajuda deste profissional. Lembre-se que sozinho não chegamos a lugar algum. Busque apoio e esclareça suas dúvidas sempre que sentir necessidade.



Contato:

Rua João Carlos de Souza, 315 - Santa Mônica - Florianópolis - Santa Catarina


andreiapsicopedagoga@hotmail.com
F: (48) 9162-4810

Para outras localidades ou se você preferir - consultoria on-line. Agende também através do msn com horário previamente marcado após confirmação do pagamento. Entre em contato para maiores informações.


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quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

TDA/H - O que é isso?



Inquieto, distraído, impulsivo. Estas são as características mais utilizadas por pais e professores, referindo-se aos seus filhos e alunos com TDA/H - Transtorno do Déficit de Atenção acompanhado ou não de Hiperatividade.






Sintomas como desatenção, impulsividade e hiperatividade caracterizam o transtorno que deve ser avaliado em relação à idade cronológica da criança, pois o que pode ser considerado normal aos três anos passa a ser excessivo aos oito anos.






O TDA/H é um dos transtornos mais bem estudados da medicina, portanto não é uma invenção para se vender remédios ou se ganhar dinheiro com tratamentos. É um problema que deve ser diagnosticado por uma equipe multidisciplinar para se determinar o tratamento mais adequado.
O acompanhamento médico se faz necessário em função de muitas vezes se utilizar remédios para o tratamento. Portanto, para que seja tratado, o TDA/H deve ser considerado uma condição real que demanda uma abordagem realista e objetiva.


Não existe uma causa específica definida. Dentre as causas citam-se as Biológicas ( genéticas, neurofisiológicas ou neurobiológicas) e as Psico-sociais ( ambientais, falta de estímulos, desnutrição...). Em torno de 90% do TDA/H é devido à herança genética e o restante aos fatores ambientais. Em geral, os sintomas são basicamente os mesmos, expressando-se de forma parecida nas diferentes etapas da vida. O aluno que hoje não presta atenção na sala de aula, poderá ser o marido que parece não escutar o que sua mulher está lhe contando.


Não existem exames específicos para se diagnosticar o TDA/H. O diagnóstico é feito através de uma entrevista clínica com especialista e utilizando-se critérios definidos. O TDA/H é bastante comum e cerca de 5% a 8% das crianças brasileiras são portadoras deste transtorno. O TDA/H é mais comum entre os meninos na forma hiperativa, pois "criam mais confusão", são mais agitados e perturbam mais a sala de aula. As meninas apresentam frequentemente a forma desatenta e muitas vezes passam a vida inteira sem passar por uma avaliação diagnóstica, justamente porque atrapalham menos. A avaliação diagnóstica deve envolver os pais, a criança e a escola (professores).


Muitas das características do TDA/H estão presentes em todas as pessoas, porém quem temTDA/H não é um pouco distraído, ou têm atitudes impulsivas algumas vezes, ele é muito distraído e praticamente todas suas ações são impulsivas comprometendo sua vida escolar, seu trabalho, sua vida social. É como se o indivíduo não tivesse controle sobre suas ações. Os sintomas estão presentes desde muito cedo e acompanham o indivíduo até a vida adulta. Não há cura, o que ocorre é uma diminuição da hiperatividade e com tratamento adequado um melhor controle de suas atitudes e o desenvolvimento de habilidades que possam ser usadas para "driblar" o TDA/H na maioria das situações.


Para facilitar o diagnóstico, dividimos os sintomas em três categorias:


- TDA/H com predomínio de sintomas de desatenção;

- TDA/H com predomínio de sintomas de hiperatividade e impulsividade;

- TDA/H combinado - apresentando tanto sintomas de hiperatividade, como de impulsividade e desatenção.


Utilizamos uma escala diagnóstica para identificar o TDA/H e a criança deve apresentar um número mínimo de comportamentos, bem como é muito importante considerar a duração, frequência e intensidade dos mesmos.


SINTOMAS DE DESATENÇÃO:


1. Não presta atenção em detalhes e comete erros por descuido em atividades escolares e profissionais;

2. Desatento em tarefas e atividades lúdicas;

3. Parece não escutar quando pergutamos algo a ele;

4. Não segue instruções, não finaliza os deveres escolares, tarefas domésticas ou tarefas profissionais;

5. Dificuldade em organizar tarefas e atividades;

6. Evita ou reluta em envolver-se em atividades que exigem esforço mental constante;

7. Perde coisas necessárias para executar suas tarefas;

8. Distraí-se facilmente com estímulos alheios à sua tarefa e tem dificuldade de retornar ao que estava fazendo;

9. Apresenta esqucimentos ao desempenhar as tarefas


SINTOMAS DE HIPERATIVIDADE


1. Agita as mãos, os pés e mexe-se na cadeira constantemente;

2. Abandona sua cadeira ou em outras situações em que se espera que permaneça sentado;

3. Corre em demasia e escala muros e árvores em situações de perigo;

4. Dificuldade em brincar ou envolver-se silenciosamente em atividades de lazer;

5. Parece estar a "mil por hora" ou "a todo vapor";

6. Fala em demasia, descontroladamente, perdendo a linha de raciocínio.


SINTOMAS DE IMPULSIVIDADE


1. Dá respostas precipitadas antes das perguntas terem sido completadas;

2. Tem dificuldade de aguardar a sua vez;

3. Frequentemente interrompe, se mete ou se intromete onde não é chamado.
PRINCIPAIS CONSEQUÊNCIAS DO TDA/H:
- Baixo desempenho escolar;
- Dificuldades de relacionamento;
- Baixa auto-estima;
- Interferência no desenvolvimento educacional e social;
- Predisposição a distúrbios psiquiátricos;
- Problemas de memória;
- Predisposição ao tédio por falta de estímulo contínuo;
- Problemas com o controle do tempo;
- Dificuldades com projetos a longo prazo;
- Dificuldade em desenvolver um trabalho burocrático que requer atenção, autodisciplina e atenção a detalhes;
- Adiamentos e atrasos
No próximo mês falaremos sobre os tratamentos, as (co) morbidades e dicas para pais e professores de um TDA/H. Um abraço!
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Referências:
No Mundo da Lua: perguntas e respostas sobre Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade em Crianças, Adolescentes e Adultos. Paulo Mattos
Distraído e a 1000 por hora - Guia para familiares, educadores e portadores de Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade. Simone da Silva Sena e Orestes Diniz Neto

Ginástica Cerebral


Resolver uma charada, descobrir o criminoso num filme de suspense ou simplesmente montar um quebra-cabeça provoca uma sensação de prazer indiscutível. Nada se compara a satisfação de solucionar um problema!

Algumas charadas são tradicionais e conhecidas como rébus. Existem há séculos e envolvem arranjos de palavras, letras e às vezes números ou símbolos.

Quebra-cabeças não precisam ser difíceis para serem desafiadores, bastam ser inteligentes.

Divirta-se resolvendo os enigmas a seguir. E para melhorar nossa comunicação me enviem emails ou deixem suas respostas na página dos comentários, ok? No final do mês estarei postando as soluções possíveis.


1. Uma caixa de doces pode ser dividida igualmente (sem que os doces sejam cortados em pedaços) entre 2, 3 ou 7 pessoas. Qual é o menor número possível de doces que a caixa deve conter?

2. Anagramas são novas palavras criadas a partir das letras de outra palavra. Por exemplo, um anagrama para a palavra AMOR é RAMO ou ROMA. Veja se você pode descobrir pelo menos um anagrama para cada uma das palavras abaixo:

a) RATO

b) PORTA

c) TREINA

3. A partir das palavras de quatro letras abaixo, que outras palavras de oito letras podem ser formadas? Dica: Você pode mexer na ordem das palavras de quatro letras.

RICA DONA FUGA VASO BULE NABO CIMA

LIGA NORA RALO SONO SERÁ SOLA BETA

4. As palavras abaixo têm uma característica em comum. Você pode identificá-la? Sabe o nome dela?

RADAR

RETER

ARARA

SAIAS

SOLOS

5. Qual é a próxima letra na sequência que segue?

J J A S O N D __

6. Cem jogadores famosos participam de um banquete. Cada um deles é jogador de futebol ou jogador de basquete. Pelo menos um deles é jogador de futebol. De cada dois jogadores, pelo menos um é jogador de basquete. Quantos são jogadores de futebol e quantos são jogadores de basquete?

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Fonte: Você é tão esperto quanto pensa? - Terry Stickels

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

EXERCÍCIOS PRÁTICOS PARA EVITAR A AGRESSIVIDADE E CONDUZIR AO RELAXAMENTO


JOGO DE ENCHER BALÕES


Idade: 4-7 anos


Material: balões


Número de Jogadores: todos alunos da classe


Desenvolvimento do Jogo: Tenta-se encher os balões de forma rítmica e um pouco lenta. Serão enchidos de ar até um certo ponto, a fim de não explodirem. Depois deixaremos que esvaziem devagar. Finalmente, voltaremos a enchê-los e brincaremos com eles imitando ginástica rítmica com a bola.


Variação: Pode-se colocar uma música e encher de acordo com seu ritmo.

PROPOSTAS DE INTERVENÇÃO NA SALA DE AULA - RELAXAMENTO


A VELA


Aspectos Pedagógicos:Tentar conseguir um bom relaxamento e um domínio de si mesmo.


Material:Vela e palitos de fósforo.


Número de Jogadores:Todos alunos da sala


Idade: 4-7 anos


Desenvolvimento do Jogo: Sentados em círculo e mantendo distância adequada, colocar com certa calma uma vela no centro do círculo e acendê-la.

Observar a vela, o que acontesse com ela quando assopramos, batemos palmas, pulamos, etc.

Em silêncio, vamos imaginar que somos a vela. Levantamos, esticamos os dois braços, juntando as mãos por cima da cabeça (imitando a chama).

A partir daqui iremos dando orientações (abre-se uma janela, entra ar e a vela se move, se consome e fica pequenininha, pequenininha...cada vez menor; depois abrem-se duas janelas e a vela se apaga, todos ficam encolhidos no chão).

A professora irá tocando na cabeça de cada criança e pedindo para explicarem o que sentiram (frio, calor, medo de se queimar, de se apagar...).

Perguntar às crianças se elas teriam gostado de não se apagar e por quê.


Orientação Didática: Pode-se observar bem se uma criança não consegue relaxar, se não acompanha o jogo, se não possui imaginação, etc.

Tente manter a ordem, evitando que se aproximem da vela.

sábado, 29 de dezembro de 2007

Produzindo Bons Textos


Para que o educando produza bons textos, é necessário motivá-lo, deixando-o à vontade para que o faça de maneira espontânea. O educador deve valorizar toda a escrita produzida, levando a criança a discutir, mostrando seu ponto de vista.
A produção de textos pode ser oral, escrita, utilizando recursos lúdicos como o teatro, os jogos e brincadeiras. Incentivar o educando não é uma tarefa fácil, mas utilizando recursos variados e adequados fica mais fácil de atingir os objetivos.

COMO MOTIVAR SEU ALUNO

☺ Relatos do dia-a-dia;
☺ Notícias da comunidade;
☺ Notícias de jornais e revistas
☺ Acontecimentos importantes;
☺ Gravuras;
☺ Textos principiados;
☺ Textos em rodinhas;
☺ Textos coletivos;
☺ Textos em dupla;
☺ Livros lidos;
☺ Revistas em quadrinhos;
☺ Debates;
☺ Cartas, bilhetes, avisos;
☺ Relatórios;
☺ Músicas;
☺ Poesias;
☺ Trabalho com sucatas, desenhos, pinturas, origamis, maquetes

PONTOS IMPORTANTES A OBSERVAR

☺ Dar sempre um título para o texto;
☺ Colocar o título no meio da linha;
☺ Deixar um espaço entre o título e o texto;
☺ Usar sempre o mesmo espaço dado ao 1º parágrafo;
☺ Travessões são colocados após o espaço do parágrafo;
☺ Evitar rasuras, borrões, manchas, etc;
☺ Cuidar da pontuação, bem como da divisão silábica no final da linha;
☺ Escrever o necessário, sendo objetivo, não escreva demais, nem de menos;
☺ Consultar o dicionário sempre. Ajuda no desenvolvimento do vocabulário.


O QUE AVALIAR NA PRODUÇÃO DE TEXTOS

☺ Título de acordo com o texto;
☺ Vocabulário variado;
☺ Expressões ou palavras interessantes e bem colocadas;
☺ Criatividade na estruturação das frases e emprego do vocabulário;
☺ Apresentação (limpeza, margem, disposição do texto, etc);
☺ Fechamento adequado, curioso ou interessante;
☺ Uma passagem engraçada, alegre, triste, poética;
☺ Novos contextos, situação diferenciada;
☺ Intertextualidade ( personagens de diversas histórias em um mesmo texto);
☺ Descrição de personagens e lugares;
☺ Caracterização de personagens ou de situações.

USO DO DICIONÁRIO

☺ Identificação, no texto, das palavras desconhecidas;
☺ Busca do significado pelo sentido do contexto;
☺ Memorização do alfabeto de A a Z e de Z a A;
☺ Localização da folha certa, por meio de identificação da palavra no alto da página;
☺ Identificar a 2ª, 3ª e 4ª letra na ordem alfabética;
☺ Localização da coluna provável. Observar a ordem alfabética das palavras;
☺ Utilizar o dedo indicador para encontrar a palavra;
☺ Escolha do significado mais adequado ao contexto em que a palavra foi empregada

ATIVIDADES DIVERSAS

☺ Falar o alfabeto de A a Z e de Z a A;
☺ Partir de uma letra e ir até o Z;
☺ Voltar de outra letra até o A;
☺ Dizer as vizinhas de determinada letra;
☺ Listar palavras em ordem alfabética;
☺ Observar a seqüência alfabética das palavras que começam com a mesma letra, analisando a 1ª, 2ª, 3ª, ... letras


Andréia Ferrão

Escala Cuisenaire


MATERIAL: barrinhas coloridas variando de 1 a 10 centímetros de comprimento. Cada comprimento é associado a uma cor.

OBJETIVO DA ESCALA: permitir que a aprendizagem se processe através da descoberta por “ensaio e erro”, tornando a criança um agente ativo desse processo. Os números são representados por grandezas contínuas.

UTILIZAÇÃO:
coordenação viso motora;
memória sinestésica;
ritmo;
análise-síntese;
constância de percepção (forma,tamanho,cor);
idéia de número
comparação;
noção de conjunto e subconjunto;
adição; subtração; multiplicação; subtração;
frações;
mdc e mmc;
dobro/triplo;
expressão numérica e equações


DESENVOLVIMENTO:
FASE 1 (PRÉ): explorar – construir casinhas, trens...; discriminar cores, tamanhos;
FASE 2 (PRÉ): reconhecer cores;
FASE 3 (PRÉ): comparar tamanhos;
FASE 4 (PRÉ): associar números às cores;
FASE 5 (séries iniciais) ADIÇÃO – compor;
FASE 6 (séries iniciais) SUBTRAÇÃO – decompor;
FASE 7 (séries iniciais) MULTIPLICAÇÃO, DIVISÃO, FRAÇÃO;
FASE 8 (ens. Fundamental) EXPRESSÕES NUMÉRICAS, EQUAÇÕES

Andréia Ferrão

Interdisciplinaridade


MULTIDISCIPLINARIDADE: um tema é abordado por diversas disciplinas sem uma relação direta entre elas. As abordagens são específicas de cada disciplina e não há interligação. Os temas são integrados, mas cada disciplina tem seus próprios objetivos.

PLURIDISCIPLINARIDADE: existe sinal de cooperação entre as disciplinas, que ocorrem de forma intuitiva. O tema é único, mas não é unificador – não é demonstrada aos alunos a relação existente entre as diferentes áreas do conhecimento, as disciplinas continuam a trabalhar de forma compartimentada.

INTERDISCIPLINARIDADE: duas ou mais disciplinas relacionam seus conteúdos para aprofundar o conhecimento – há uma integração – nesse caso é necessário uma cooordenação, que integre os objetivos, atividades, procedimentos, planejamentos e propicie intercâmbio, a troca, o diálogo, etc.

TRANSDISCIPLINARIDADE: é uma abordagem mais complexa em que a divisão por disciplinas, hoje implantada nas escolas, deixa de existir. Essa prática somente será viável quando não houver mais a fragmentação do conhecimento.


A interdisciplinaridade visa garantir a construção de um conhecimento globalizante, rompendo com as fronteiras das disciplinas. Para isso, integrar conteúdos não seria suficiente, seria preciso, como sustenta Ivani Fazenda (1979), uma atividade e postura interdisciplinar. Atitude de busca, envolvimento, compromisso, reciprocidade, diante do conhecimento.
Devemos pensar em um ensino com qualidade e não com quantidade de conteúdos.
O trabalho do professor deve ser mais flexível, mais autônomo, menos preso na condição de cumprimento dos conteúdos propostos. O professor atuará mediando, facilitando o acesso aos materiais de pesquisa, buscando o foco de interesse, promovendo discussões, indagando mais do que respondendo. Preocupando-se mais com o processo e não com o produto, garantindo dessa forma o sucesso do processo ensino-aprendizagem.
Só é possível pensar em interdisciplinaridade quando há comprometimento da equipe, estabelecendo-se divisões de tarefas e equidade nas informações tanto de ordem procedimentais quanto de resultados. Estamos diante de uma nova postura, de uma mudança de atitude em busca da unidade de pensamento.
Na educação ela teve um desenvolvimento particular. Nos projetos educacionais a interdisciplinaridade se baseia em alguns princípios, entre eles:

1. Na noção de tempo: o aluno não tem tempo certo para aprender. Não existe data marcada para aprender. Ele aprende toda hora e não apenas na sala de aula. (Emilia Ferreiro);
2. Na crença de que o indivíduo aprende. Então é preciso ensinar a aprender, a estudar, etc., ao indivíduo e não a um coletivo amorfo. Portanto, uma relação direta e pessoal com a aquisição do saber;
3. Embora apreendido individualmente, o conhecimento é uma totalidade. O todo é formado pelas partes, mas não é apenas a soma das partes. É maior que as partes;
4. A criança, o jovem e o adulto aprendem quando tem um projeto de vida, e o conteúdo do ensino é significativo (Piaget) para eles no interior desse projeto. Aprendemos quando nos envolvemos com emoção e razão no processo de reprodução e criação do conhecimento;
5. A interdisciplinaridade é uma forma de pensar. Piaget (1972:144) sustentava que a interdisciplinaridade é uma forma de se chegar a transdisciplinaridade, etapa que não ficaria na interação e reciprocidade entre as ciências, mas alcançaria um estágio onde não haveria mais fronteiras entre as disciplinas – onde se torna impossível distinguir onde começa e onde termina uma disciplina.

A metodologia do trabalho interdisciplinar supõe atitude e método que implica:

- integração de conteúdos;
- Passar de uma concepção fragmentária para uma concepção unitária do conhecimento;
- Superar a dicotomia entre ensino e pesquisa, considerando o estudo e a pesquisa, a partir da contribuição das diversas ciências;
- Ensino-aprendizagem centrado numa visão de que aprendemos ao longo de toda a vida (educação permanente).

A ação pedagógica através da interdisciplinaridade aponta para a construção de uma escola participativa e decisiva na formação do sujeito social. O seu objetivo tornou-se a experimentação da vivência de uma realidade global, que se insere nas experiências cotidianas do aluno, do professor e do povo e que, na teoria positivista era compartimentalizada e fragmentada. Articular saber, conhecimento, vivência, escola, comunidade, meio-ambiente, etc., tornou-se últimos anos, o objetivo da interdisciplinaridade que se traduz, na prática, por um trabalho coletivo e solidário na organização da escola.
Um projeto de educação interdisciplinar deverá ser marcado por uma visão geral da Educação, num sentido progressista e libertador. As disciplinas não são fatias do conhecimento, mas a realização da unidade do saber nas particularidades de cada uma.
“Não se trata de propor a eliminação de disciplinas, mas sim da criação de movimentos que propiciem o estabelecimento de relações entre as mesmas, a ação num trabalho cooperativo e reflexivo, é re-descoberta e construção coletiva de conhecimentos (...)” (Fazenda, 1996).
A interdisciplinaridade deve ser entendida como conceito correlato ao de autonomia intelectual e moral. Nesse sentido a interdisciplinaridade serve-se mais do construtivismo do que serve a ele. O construtivismo é uma teoria de aprendizagem que entende o conhecimento como fruto da interação do sujeito com o meio. Nessa teoria o papel do sujeito é primordial na construção do conhecimento. Portanto, o construtivismo tem tudo a ver com a interdisciplinaridade.
Para uma prática da educação libertadora, o princípio dialético é fundamental para a compreensão do “homem como ser histórico molhado de seu tempo” (Paulo Freire). A possibilidade de integração entre as ciências, atitude e método (Ivani Fazenda) por parte dos educadores, permite observar outras categorias de análise que se fundam em diferentes paradigmas. Tais paradigmas contribuem para a construção do conhecimento por um educando que pratica, reflete e se sente parte da construção do conhecimento, entendendo que cada processo educativo só se conclui quando o mesmo constitui instrumento de compreensão e atuação.
O educador deve possibilitar o diálogo constante entre as disciplinas, possibilitando ao educando uma visão de conjunto do tema abordado. O saber deve ser democratizado, diferenciado, atendendo às exigências dos atuais Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs).
A educação deve organizar-se em torno de quatro aprendizagens fundamentais – os pilares do conhecimento:

- APRENDER A CONHECER: aprender a aprender. Ter domínio do conhecimento – verificar o que realmente importa. O conhecimento não acaba e torna-se cada vez mais inútil tentarmos ensinar tudo. Os avanços no conhecimento são conseguidos nos pontos de interseção das diversas áreas disciplinares. Devemos exercitar nos alunos a atenção, a memória e o pensamento.
- APRENDER A FAZER: consiste na formação profissional. Ensinar o aluno a pôr em prática os seus conhecimentos e a como adaptá-la ao trabalho futuro – a aprendizagem deve evoluir e não mais ser considerada como simples transmissão de práticas formativas: competência para...; qualificação para...
Qualidades como capacidade de comunicar, de trabalhar com os outros, de gerir e resolver conflitos, tornam-se cada vez mais importantes. A qualificação deve ser social e não profissional.
- APRENDER A VIVER JUNTOS, APRENDER A VIVER COM OS OUTROS: conceber uma educação capaz de evitar conflitos ou de resolve-los de maneira pacífica, desenvolvendo o conhecimento dos outros, das suas culturas, da sua espiritualidade. Pertencemos a uma sociedade competitiva em que o sucesso individual prevalece. Devemos trabalhar em equipe em busca de objetivos e projetos comuns, dando lugar a cooperação, a discussão, ao confronto através do diálogo e troca de argumentos.
A educação deve ajudar o indivíduo a descobrir-se a si mesmo, para se colocar no lugar dos outros e compreender as suas reações.
Os jovens deveriam reservar um tempo para se envolver em projetos de cooperação e participação de atividades sociais: atividades desportivas e culturais, ajuda aos menos favorecidos, ações humanitárias...
- APRENDER A SER: a educação deve contribuir para o desenvolvimento total da pessoa que deverá elaborar um pensamento autônomo e crítico para formular os seus próprios juízos de valor, de modo a poder decidir, por si mesmos, como agir nas diferentes circunstâncias da vida.


Assim sendo, a interdisciplinaridade se realiza como uma forma de ver e sentir o mundo. De estar no mundo. É necessário um planejamento conjunto que possibilite a eleição de um eixo integrador, que pode ser um objeto de conhecimento, um projeto de intervenção e, principalmente, o desenvolvimento da realidade sob uma ótica global e complexa. Se formos capazes de perceber, de entender as múltiplas implicações que se realizam, ao analisar um acontecimento, um aspecto da natureza, isto é, o fenômeno dimensão social, natural ou cultural... Somos capazes de entender o mundo de forma holística, em sua rede infinita de relações, em sua complexidade.

Andréia Ferrão

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