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quarta-feira, 23 de janeiro de 2008
TDA/H - O que é isso?

Ginástica Cerebral

2. Anagramas são novas palavras criadas a partir das letras de outra palavra. Por exemplo, um anagrama para a palavra AMOR é RAMO ou ROMA. Veja se você pode descobrir pelo menos um anagrama para cada uma das palavras abaixo:
a) RATO
b) PORTA
c) TREINA
3. A partir das palavras de quatro letras abaixo, que outras palavras de oito letras podem ser formadas? Dica: Você pode mexer na ordem das palavras de quatro letras.
RICA DONA FUGA VASO BULE NABO CIMA
LIGA NORA RALO SONO SERÁ SOLA BETA
4. As palavras abaixo têm uma característica em comum. Você pode identificá-la? Sabe o nome dela?
RADAR
RETER
ARARA
SAIAS
SOLOS
5. Qual é a próxima letra na sequência que segue?
J J A S O N D __
6. Cem jogadores famosos participam de um banquete. Cada um deles é jogador de futebol ou jogador de basquete. Pelo menos um deles é jogador de futebol. De cada dois jogadores, pelo menos um é jogador de basquete. Quantos são jogadores de futebol e quantos são jogadores de basquete?
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Fonte: Você é tão esperto quanto pensa? - Terry Stickels
quarta-feira, 16 de janeiro de 2008
EXERCÍCIOS PRÁTICOS PARA EVITAR A AGRESSIVIDADE E CONDUZIR AO RELAXAMENTO

PROPOSTAS DE INTERVENÇÃO NA SALA DE AULA - RELAXAMENTO

sábado, 29 de dezembro de 2007
Produzindo Bons Textos
A produção de textos pode ser oral, escrita, utilizando recursos lúdicos como o teatro, os jogos e brincadeiras. Incentivar o educando não é uma tarefa fácil, mas utilizando recursos variados e adequados fica mais fácil de atingir os objetivos.
COMO MOTIVAR SEU ALUNO
☺ Relatos do dia-a-dia;
☺ Notícias da comunidade;
☺ Notícias de jornais e revistas
☺ Acontecimentos importantes;
☺ Gravuras;
☺ Textos principiados;
☺ Textos em rodinhas;
☺ Textos coletivos;
☺ Textos em dupla;
☺ Livros lidos;
☺ Revistas em quadrinhos;
☺ Debates;
☺ Cartas, bilhetes, avisos;
☺ Relatórios;
☺ Músicas;
☺ Poesias;
☺ Trabalho com sucatas, desenhos, pinturas, origamis, maquetes
PONTOS IMPORTANTES A OBSERVAR
☺ Dar sempre um título para o texto;
☺ Colocar o título no meio da linha;
☺ Deixar um espaço entre o título e o texto;
☺ Usar sempre o mesmo espaço dado ao 1º parágrafo;
☺ Travessões são colocados após o espaço do parágrafo;
☺ Evitar rasuras, borrões, manchas, etc;
☺ Cuidar da pontuação, bem como da divisão silábica no final da linha;
☺ Escrever o necessário, sendo objetivo, não escreva demais, nem de menos;
☺ Consultar o dicionário sempre. Ajuda no desenvolvimento do vocabulário.
O QUE AVALIAR NA PRODUÇÃO DE TEXTOS
☺ Título de acordo com o texto;
☺ Vocabulário variado;
☺ Expressões ou palavras interessantes e bem colocadas;
☺ Criatividade na estruturação das frases e emprego do vocabulário;
☺ Apresentação (limpeza, margem, disposição do texto, etc);
☺ Fechamento adequado, curioso ou interessante;
☺ Uma passagem engraçada, alegre, triste, poética;
☺ Novos contextos, situação diferenciada;
☺ Intertextualidade ( personagens de diversas histórias em um mesmo texto);
☺ Descrição de personagens e lugares;
☺ Caracterização de personagens ou de situações.
USO DO DICIONÁRIO
☺ Identificação, no texto, das palavras desconhecidas;
☺ Busca do significado pelo sentido do contexto;
☺ Memorização do alfabeto de A a Z e de Z a A;
☺ Localização da folha certa, por meio de identificação da palavra no alto da página;
☺ Identificar a 2ª, 3ª e 4ª letra na ordem alfabética;
☺ Localização da coluna provável. Observar a ordem alfabética das palavras;
☺ Utilizar o dedo indicador para encontrar a palavra;
☺ Escolha do significado mais adequado ao contexto em que a palavra foi empregada
ATIVIDADES DIVERSAS
☺ Falar o alfabeto de A a Z e de Z a A;
☺ Partir de uma letra e ir até o Z;
☺ Voltar de outra letra até o A;
☺ Dizer as vizinhas de determinada letra;
☺ Listar palavras em ordem alfabética;
☺ Observar a seqüência alfabética das palavras que começam com a mesma letra, analisando a 1ª, 2ª, 3ª, ... letras
Andréia Ferrão
Escala Cuisenaire

OBJETIVO DA ESCALA: permitir que a aprendizagem se processe através da descoberta por “ensaio e erro”, tornando a criança um agente ativo desse processo. Os números são representados por grandezas contínuas.
coordenação viso motora;
memória sinestésica;
ritmo;
análise-síntese;
constância de percepção (forma,tamanho,cor);
idéia de número
comparação;
noção de conjunto e subconjunto;
adição; subtração; multiplicação; subtração;
frações;
mdc e mmc;
dobro/triplo;
expressão numérica e equações
DESENVOLVIMENTO:
FASE 1 (PRÉ): explorar – construir casinhas, trens...; discriminar cores, tamanhos;
FASE 2 (PRÉ): reconhecer cores;
FASE 3 (PRÉ): comparar tamanhos;
FASE 4 (PRÉ): associar números às cores;
FASE 5 (séries iniciais) ADIÇÃO – compor;
FASE 6 (séries iniciais) SUBTRAÇÃO – decompor;
FASE 7 (séries iniciais) MULTIPLICAÇÃO, DIVISÃO, FRAÇÃO;
FASE 8 (ens. Fundamental) EXPRESSÕES NUMÉRICAS, EQUAÇÕES
Andréia Ferrão
Interdisciplinaridade

PLURIDISCIPLINARIDADE: existe sinal de cooperação entre as disciplinas, que ocorrem de forma intuitiva. O tema é único, mas não é unificador – não é demonstrada aos alunos a relação existente entre as diferentes áreas do conhecimento, as disciplinas continuam a trabalhar de forma compartimentada.
INTERDISCIPLINARIDADE: duas ou mais disciplinas relacionam seus conteúdos para aprofundar o conhecimento – há uma integração – nesse caso é necessário uma cooordenação, que integre os objetivos, atividades, procedimentos, planejamentos e propicie intercâmbio, a troca, o diálogo, etc.
TRANSDISCIPLINARIDADE: é uma abordagem mais complexa em que a divisão por disciplinas, hoje implantada nas escolas, deixa de existir. Essa prática somente será viável quando não houver mais a fragmentação do conhecimento.
A interdisciplinaridade visa garantir a construção de um conhecimento globalizante, rompendo com as fronteiras das disciplinas. Para isso, integrar conteúdos não seria suficiente, seria preciso, como sustenta Ivani Fazenda (1979), uma atividade e postura interdisciplinar. Atitude de busca, envolvimento, compromisso, reciprocidade, diante do conhecimento.
Devemos pensar em um ensino com qualidade e não com quantidade de conteúdos.
O trabalho do professor deve ser mais flexível, mais autônomo, menos preso na condição de cumprimento dos conteúdos propostos. O professor atuará mediando, facilitando o acesso aos materiais de pesquisa, buscando o foco de interesse, promovendo discussões, indagando mais do que respondendo. Preocupando-se mais com o processo e não com o produto, garantindo dessa forma o sucesso do processo ensino-aprendizagem.
Só é possível pensar em interdisciplinaridade quando há comprometimento da equipe, estabelecendo-se divisões de tarefas e equidade nas informações tanto de ordem procedimentais quanto de resultados. Estamos diante de uma nova postura, de uma mudança de atitude em busca da unidade de pensamento.
Na educação ela teve um desenvolvimento particular. Nos projetos educacionais a interdisciplinaridade se baseia em alguns princípios, entre eles:
1. Na noção de tempo: o aluno não tem tempo certo para aprender. Não existe data marcada para aprender. Ele aprende toda hora e não apenas na sala de aula. (Emilia Ferreiro);
2. Na crença de que o indivíduo aprende. Então é preciso ensinar a aprender, a estudar, etc., ao indivíduo e não a um coletivo amorfo. Portanto, uma relação direta e pessoal com a aquisição do saber;
3. Embora apreendido individualmente, o conhecimento é uma totalidade. O todo é formado pelas partes, mas não é apenas a soma das partes. É maior que as partes;
4. A criança, o jovem e o adulto aprendem quando tem um projeto de vida, e o conteúdo do ensino é significativo (Piaget) para eles no interior desse projeto. Aprendemos quando nos envolvemos com emoção e razão no processo de reprodução e criação do conhecimento;
5. A interdisciplinaridade é uma forma de pensar. Piaget (1972:144) sustentava que a interdisciplinaridade é uma forma de se chegar a transdisciplinaridade, etapa que não ficaria na interação e reciprocidade entre as ciências, mas alcançaria um estágio onde não haveria mais fronteiras entre as disciplinas – onde se torna impossível distinguir onde começa e onde termina uma disciplina.
A metodologia do trabalho interdisciplinar supõe atitude e método que implica:
- integração de conteúdos;
- Passar de uma concepção fragmentária para uma concepção unitária do conhecimento;
- Superar a dicotomia entre ensino e pesquisa, considerando o estudo e a pesquisa, a partir da contribuição das diversas ciências;
- Ensino-aprendizagem centrado numa visão de que aprendemos ao longo de toda a vida (educação permanente).
A ação pedagógica através da interdisciplinaridade aponta para a construção de uma escola participativa e decisiva na formação do sujeito social. O seu objetivo tornou-se a experimentação da vivência de uma realidade global, que se insere nas experiências cotidianas do aluno, do professor e do povo e que, na teoria positivista era compartimentalizada e fragmentada. Articular saber, conhecimento, vivência, escola, comunidade, meio-ambiente, etc., tornou-se últimos anos, o objetivo da interdisciplinaridade que se traduz, na prática, por um trabalho coletivo e solidário na organização da escola.
Um projeto de educação interdisciplinar deverá ser marcado por uma visão geral da Educação, num sentido progressista e libertador. As disciplinas não são fatias do conhecimento, mas a realização da unidade do saber nas particularidades de cada uma.
“Não se trata de propor a eliminação de disciplinas, mas sim da criação de movimentos que propiciem o estabelecimento de relações entre as mesmas, a ação num trabalho cooperativo e reflexivo, é re-descoberta e construção coletiva de conhecimentos (...)” (Fazenda, 1996).
A interdisciplinaridade deve ser entendida como conceito correlato ao de autonomia intelectual e moral. Nesse sentido a interdisciplinaridade serve-se mais do construtivismo do que serve a ele. O construtivismo é uma teoria de aprendizagem que entende o conhecimento como fruto da interação do sujeito com o meio. Nessa teoria o papel do sujeito é primordial na construção do conhecimento. Portanto, o construtivismo tem tudo a ver com a interdisciplinaridade.
Para uma prática da educação libertadora, o princípio dialético é fundamental para a compreensão do “homem como ser histórico molhado de seu tempo” (Paulo Freire). A possibilidade de integração entre as ciências, atitude e método (Ivani Fazenda) por parte dos educadores, permite observar outras categorias de análise que se fundam em diferentes paradigmas. Tais paradigmas contribuem para a construção do conhecimento por um educando que pratica, reflete e se sente parte da construção do conhecimento, entendendo que cada processo educativo só se conclui quando o mesmo constitui instrumento de compreensão e atuação.
O educador deve possibilitar o diálogo constante entre as disciplinas, possibilitando ao educando uma visão de conjunto do tema abordado. O saber deve ser democratizado, diferenciado, atendendo às exigências dos atuais Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs).
A educação deve organizar-se em torno de quatro aprendizagens fundamentais – os pilares do conhecimento:
- APRENDER A CONHECER: aprender a aprender. Ter domínio do conhecimento – verificar o que realmente importa. O conhecimento não acaba e torna-se cada vez mais inútil tentarmos ensinar tudo. Os avanços no conhecimento são conseguidos nos pontos de interseção das diversas áreas disciplinares. Devemos exercitar nos alunos a atenção, a memória e o pensamento.
- APRENDER A FAZER: consiste na formação profissional. Ensinar o aluno a pôr em prática os seus conhecimentos e a como adaptá-la ao trabalho futuro – a aprendizagem deve evoluir e não mais ser considerada como simples transmissão de práticas formativas: competência para...; qualificação para...
Qualidades como capacidade de comunicar, de trabalhar com os outros, de gerir e resolver conflitos, tornam-se cada vez mais importantes. A qualificação deve ser social e não profissional.
- APRENDER A VIVER JUNTOS, APRENDER A VIVER COM OS OUTROS: conceber uma educação capaz de evitar conflitos ou de resolve-los de maneira pacífica, desenvolvendo o conhecimento dos outros, das suas culturas, da sua espiritualidade. Pertencemos a uma sociedade competitiva em que o sucesso individual prevalece. Devemos trabalhar em equipe em busca de objetivos e projetos comuns, dando lugar a cooperação, a discussão, ao confronto através do diálogo e troca de argumentos.
A educação deve ajudar o indivíduo a descobrir-se a si mesmo, para se colocar no lugar dos outros e compreender as suas reações.
Os jovens deveriam reservar um tempo para se envolver em projetos de cooperação e participação de atividades sociais: atividades desportivas e culturais, ajuda aos menos favorecidos, ações humanitárias...
- APRENDER A SER: a educação deve contribuir para o desenvolvimento total da pessoa que deverá elaborar um pensamento autônomo e crítico para formular os seus próprios juízos de valor, de modo a poder decidir, por si mesmos, como agir nas diferentes circunstâncias da vida.
Assim sendo, a interdisciplinaridade se realiza como uma forma de ver e sentir o mundo. De estar no mundo. É necessário um planejamento conjunto que possibilite a eleição de um eixo integrador, que pode ser um objeto de conhecimento, um projeto de intervenção e, principalmente, o desenvolvimento da realidade sob uma ótica global e complexa. Se formos capazes de perceber, de entender as múltiplas implicações que se realizam, ao analisar um acontecimento, um aspecto da natureza, isto é, o fenômeno dimensão social, natural ou cultural... Somos capazes de entender o mundo de forma holística, em sua rede infinita de relações, em sua complexidade.
Andréia Ferrão
