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domingo, 20 de setembro de 2009
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
JOGO DOS SETE ERROS - TURMA DA MÔNICA

ATIVIDADES DA TURMA DA MÔNICA

MANDALAS

BONECAS DE PAPEL

domingo, 30 de agosto de 2009

Segundo as descrições do DSM-IV e CID-10 o Autismo é classificado dentro dos Transtornos Globais do Desenvolvimento ou TID – Transtornos Invasivos do Desenvolvimento, que abrange um espectro muito heterogêneo, pois, seu diagnóstico se apóia em descrições fenomenológicas em vez de critérios etiológicos, ou seja, déficits na sociabilidade, na empatia, na capacidade de compreensão e percepção dos sentimentos dos outros; déficit na linguagem comunicativa e imaginação; déficit no comportamento adaptativo e na flexibilidade cognitiva. Essas descrições fenomenológicas definem o chamado Autismo Clássico que o diferencia de outros TIDs. Há certa confusão, na literatura, em relação à terminologia; Autismo e Transtorno Invasivo do Desenvolvimento. O termo Autismo diz respeito ao Autismo Clássico, um dos transtornos mais graves do espectro do TID.
Os Autistas são alheios aos estímulos ambientais, têm imaginação pobre, dificuldades de abstração e de aprendizagem. Apresentam comportamentos repetitivos (estereotipias) e acentuadas resistências às mudanças. A etiologia é desconhecida e o diagnóstico é impreciso. Requer muito estudo e análise exploratória em muitos níveis diferentes do desenvolvimento da criança e do adolescente, como do comportamento à cognição, da neuropsiquiatria à genética, da fonoaudiologia à psicopedagogia, da psicologia à terapia ocupacional e nas estreitas interações interpessoais ao longo do tempo (SHULTZ, 2005 e KLIN et. al. 2006).
De uma forma geral, a educação de autistas acaba sendo prejudicada pelas manifestações comportamentais e pelas características próprias da síndrome: desvios na atenção, dificuldades de comunicação, aprendizagem pelas rotas visuais, apego aos detalhes, falhas na generalização, entre outras. No entanto, é possível adaptarmos o ambiente e o material para facilitarmos a aquisição de habilidades. Para tanto, sugerimos:
-Adequação da proposta pedagógica ao nível de funcionamento;
-Adequação da proposta pedagógica à faixa etária;
-Eliminação dos estímulos concorrentes para orientar melhor a atenção da criança em sala de aula (não deixar muito perto de portas, janelas, evitar muita decoração nas paredes, deixar somente o material que for usar á vista, etc.);
-Oferecer regras claras e visuais (associar gestos, imagens, fotos e objetos á dica verbal). Ex: ao falar “João, agora é hora de sentar", bater levemente na cadeira com a mão, mostrar a cadeira, fazer um som com a batida da sua mão na cadeira, enquanto direciona a criança na execução da ação;
-Oferecer atividades da forma mais estruturada possível, com poucos objetivos por vez. É melhor oferecer várias tarefas curtas do que poucas tarefas longas;
-Incluir em todas as propostas, a estimulação da comunicação (o que não precisa significar somente FALA). Sabermos que quanto melhor a criança se comunica, melhor é o seu comportamento;
-Verifique as habilidades da criança, o que ela já consegue realizar sozinha e alterne com atividades em que ela ainda necessita de ajuda;
-Dividir o tempo da aula em minutos (ex: de 20 em 20 minutos) e variar as tarefas dentro desses momentos. Procure iniciar o dia de trabalho sempre com uma tarefa que favoreça o engajamento da criança para garantir a motivação e o sucesso. Ensine que cada espaço tem a sua função. Lanche é no refeitório (e não dentro da sala de aula); tomar banho é no banheiro; etc.
Descobrir que o filho é autista pode ser uma experiência angustiante. Hoje, com uma abordagem pedagógica e terapêutica adequada, essas crianças podem vir a se desenvolver muito bem, ainda que de forma diferente de outras crianças.
APRENDER EM CONSTRUÇÃO
Andréia Santos da Costa Ferrão
Pedagoga - Educação Especial
Especialista em Psicopedagogia
Av. Madre Benvenuta, 1584 - sala 11 - 1º andar
Santa Mônica - Florianópolis - Santa Catarina
F: (48) 9162-4810
Avaliação e Intervenção de crianças, adolescentes e adultos com Dificuldades ou Transtornos de Aprendizagem: Autismo, Dislexia, Discalculia, Disgrafia e TDA/H/I. Artesanato-terapia e Psicomotricidade. Elaboração de Projetos e Jogos Adaptados. Palestras. Orientação à família e à escola. Projeto Psicopedagogia e Psicoterapia na Escola. Consultoria Pedagógica e Psicopedagógica. Visite o Blog e o site e entre em contato!
Os pais são os maiores especialistas em seus filhos, portanto, se perceber que alguma coisa está errada, não demore em procurar ajuda de um especialista. O psicopedagogo é o profissional especialista em aprendizagem. Se a criança não está aprendendo procure ajuda deste profissional. Lembre-se que sozinho não chegamos a lugar algum. Busque apoio e esclareça suas dúvidas sempre que sentir necessidade.
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
DICAS PSICOPEDAGÓGICAS

- Sem conhecimento teórico sobre a leitura, a escrita, conceitos matemáticos e ortografia, nenhum profissional da psicopedagogia pode atuar de forma competente e eficiente no campo destas dificuldades específicas. Parafraseando Alícia Fernández que utiliza a metáfora do equilibrista para exemplificar a importância da teoria – O artista se equilibra na corda bamba (prática), mas conta com uma rede de proteção (teoria) que o sustentará caso caia;
- Um dos principais objetivos da avaliação psicopedagógica é compreender o que se passa com a criança – devemos ouvir seu discurso, saber o que se passa, perguntar sobre seus desenhos, entrar em suas brincadeiras, e, se houver necessidade, intervir;
- A atitude terapêutica do profissional é ponto fundamental na hora de realizar o diagnóstico. Um diagnóstico preciso garante uma sensação de bem-estar em todos que participam deste processo. As informações fornecidas pela família, pela escola, pelo sujeito ao longo do processo precisam ser decodificadas com precisão;
- Todas as etapas devem ser bem conduzidas de acordo com sua linha de trabalho e permeada pela ética profissional;
Devemos aprimorar a cada dia nosso olhar e nossa escuta – aspectos cruciais do nosso trabalho. O Diagnóstico é um levantamento de hipóteses:
→ Há danos no organismo?
→ Há problemas de cognição?
→ Há distúrbio ou atraso psicomotor?
→ E os aspectos emocionais como estão? - A avaliação da linguagem é imprescindível. Devemos ter clareza de que o objetivo desta avaliação vai além da escolha de provas ou testes específicos que determinem pontuações. O comportamento frente a situações reais de comunicação e a funcionalidade da linguagem são os elementos de maior importância diagnóstica;
- O ponto determinante para a escolha das estratégias de avaliação é o estigma do distúrbio. A criança cria uma auto-imagem negativa em virtude de seus fracassos escolares e, por temor a novas falhas, evita a execução de atividades formais de leitura e escrita, principalmente nas situações de avaliação. Por este motivo, o avaliador deve esclarecer seu papel de terapeuta desde o processo diagnóstico, procurando promover, de início, atividades específicas menos formalizadas e, apesar disso, suficientes para contemplar o objetivo da avaliação;
- De acordo com o interesse da criança, podemos fazer da conversa espontânea , dos jogos e atividades gráficas informais, instrumentos interessantes para o início da avaliação, possibilitando maior descontração na execução de atividades mais formais, quando houver necessidade;
- Em relação a leitura e a escrita devemos observar e traçar algumas estratégias tendo como foco:
Identificação de grafemas;
Leitura de palavras;
Leitura de histórias;
Emissões gráficas espontâneas;
Elaboração de história;
Cópia;
Ditado de palavras;
Ditado de textos.