"Aprender é descobrir aquilo que você já sabe. Fazer é demonstrar que você o sabe. Ensinar é lembrar aos outros que eles sabem tanto quanto você". (Richard Bach)

Quem sou eu

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Florianópolis, Santa Catarina, Brazil
Sou Pedagoga-Educação Especial e especialista em Psicopedagogia e Atendimento Educacional Especializado. Atualmente sou professora efetiva da sala multimeios (SRM) da EBM Osmar Cunha e atuei anteriormente na EBM Pe. João Alfredo Rohr em 2008 e 2009, ambas em Floripa. Em Porto Alegre fui professora no Instituto de Formação e Pesquisa Montessori em 1992, realizando atendimento de crianças com necessidades especiais.Fui Coordenadora Pedagógica do CEI Olívia Palito e prestei Assessoria Pedagógica à Escolas de Ensino Fundamental. Em 1998 atuei na FUPASMI, realizando atendimento de crianças e adolescentes com Autismo e Esquizofrenia. Em 2000 em Florianópolis/SC,passei a trabalhar na APAE - junto às turmas de Educação Infantil, Adolescentes e Adultos e Autistas. Em 2002 fui professora na Escola Especial Vida e Movimento. Em 2005 e 2006, morando no interior do Rio Grande do Sul fui Coordenadora Pedagógica das Escolas Municipais Catarina De Bastiani e Dona Leopoldina e fiz parte da equipe de apoio da Prefeitura Municipal de Tapejara/RS realizando avaliação e atendimento psicopedagógico.

PSICOPEDAGOGIA CLÍNICA EDUCAÇÃO ESPECIAL PSICOMOTRICIDADE

PSICOPEDAGOGIA CLÍNICA    EDUCAÇÃO ESPECIAL    PSICOMOTRICIDADE

CONSULTORIA PEDAGÓGICA E PSICOPEDAGÓGICA

"O foco da psicopedagogia é o processo de aprendizagem humana; seus padrões normais e patológicos, considerando as influências do meio durante o seu desenvolvimento. A intervenção visa a otimização das potencialidades e minimização das dificuldades, buscando sempre os recursos das várias áreas do conhecimento para a compreensão do ato de aprender, valendo-se de métodos e técnicas próprias.”


Avaliação Pedagógica ou Psicopedagógica
Diagnóstico e Intervenção
Avaliação Psicomotora
Atendimento Educacional Especializado
Orientação à família e à escola
Elaboração de Projetos Pedagógicos Interdisciplinares
Artesanato-terapia
Jogos Pedagógicos e adaptados
Projeto Psicopedagogia e Psicoterapia na Escola

Consultoria - Palestras:
- Leitura: maneiras de ensinar, maneiras de aprender - uma possibilidade teórica que se efetiva na prática.
- Dislexia - um jeito de ser e de aprender diferente.
- TDA/H - O que é isso?
- Dificuldade, Distúrbio ou Transtorno de Aprendizagem?
- Conhecendo a Discalculia.
- O Jogo e a Brincadeira na Alfabetização.
- Educar para Pensar - um pouco de filosofia.
- Conhecendo o Autismo.

PSICOPEDAGOGIA E EDUCAÇÃO ESPECIAL

A psicopedagogia não vê a aprendizagem somente dentro do espaço da escola, pois entende que ela ocorre em todos os lugares e durante o tempo inteiro no decorrer da existência humana. Investiga as relações do indivíduo com o conhecimento, o vínculo deste com a aprendizagem e as significações contidas no ato de aprender. Articula saberes e fazeres dentro de um espaço lúdico atendendo o aprendente-ensinante em suas necessidades específicas, acreditando e desenvolvendo o potencial de cada um. O público-alvo não se restringe às crianças e aos adolescentes, pois hoje em dia muitos adultos vêm buscando tratamento para as suas dificuldades que muitas vezes se acentuam com a entrada na faculdade.
A clínica psicopedagógica se divide em 4 momentos:


1º - Entrevista (anamnese) – realizada com a família da criança ou com o próprio paciente se este for adulto.


2º - Avaliação (5/6 sessões) – momento de investigação da situação apresentada:
- Desenho Projetivo – Par Educativo
- Provas Operatórias – Piaget
- Caixa de Areia – Sessão Lúdica
- Ditado Balanceado
- Avaliação da Leitura e Escrita
- Avaliação Perceptivo-motora
- Hora do Jogo Psicopedagógica
- Consciência Fonológica
- Avaliação específica do transtorno (AHA–TDAHI adulto; Check List Dislexia adulto; elementos do PEP-R adaptado - Autismo).


3º - Devolutiva – retorno daquilo que foi avaliado e de forma se dará a intervenção.

4º - Intervenção - atendimento em sessões que variam em número de atendimentos semanais de acordo com a necessidade do sujeito.

Os pais são os maiores especialistas em seus filhos, portanto, se perceber que alguma coisa está errada, não demore em procurar ajuda de um especialista. O psicopedagogo é o profissional especialista em aprendizagem. Se a criança não está aprendendo procure ajuda deste profissional. Lembre-se que sozinho não chegamos a lugar algum. Busque apoio e esclareça suas dúvidas sempre que sentir necessidade.



Contato:

Rua João Carlos de Souza, 315 - Santa Mônica - Florianópolis - Santa Catarina


andreiapsicopedagoga@hotmail.com
F: (48) 9162-4810

Para outras localidades ou se você preferir - consultoria on-line. Agende também através do msn com horário previamente marcado após confirmação do pagamento. Entre em contato para maiores informações.


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quarta-feira, 1 de outubro de 2008

PROJETO PEDAGÓGICO: ÔNIBUS MULTISENSORIAL DE CAIXAS DE LEITE


ESCOLA BÁSICA MUNICIPAL JOÃO ALFREDO ROHR

PROJETO: ÔNIBUS MULTISENSORIAL DE CAIXA DE LEITE
"Uma idéia pode transformar-se em pó ou magia, dependendo do talento que nela tocar" (Willian Bernbach).

OBJETIVO GERAL: Construir um ônibus utilizando caixas de leite, garrafas pet, sucata e brinquedos que contemplem a estimulação de todos órgãos dos sentidos através da brincadeira.

JUSTIFICATIVA: Sabe-se que através do lúdico podemos desenvolver as funções: socializadora – a brincadeira proporciona hábitos de convivência e troca através das relações; psicológica – através do brincar a criança aprende a controlar seus impulsos e externar suas emoções e pedagógica – brincar e jogar são fundamentais para o trabalho interdisciplinar, heterogêneo e de construção de conceitos, tornando o educando um agente ativo no seu processo de desenvolvimento e um sujeito crítico porque não aceita tudo o que lhe é imposto.

Busca-se com esta proposta de atividade da sala multimeios envolver toda a escola na construção de um ônibus multisensorial para proporcionar vivências da forma mais concreta possível do que é ser uma pessoa em situação de deficiência. A construção do ônibus utilizando sucata desenvolverá também a consciência ambiental na busca de um mundo melhor para se viver e utilizará o lema: “Um passo à frente pela paz ao meio ambiente”.

Para que esta proposta de trabalho tome forma é necessário o envolvimento de toda escola que vai desde o coletar a sucata, onde envolvemos professores, alunos e suas famílias e comunidade até a construção e utilização do ônibus.
A Escola no momento não possui um parquinho para as crianças brincarem, algumas se divertem jogando bola, pulando corda ou jogando pingue-pongue. A idéia de um ônibus com várias atividades disponíveis no seu interior vai além de estimular os sentidos, traz um certo mistério, instiga, provoca dúvidas e leva o indivíduo a se colocar no lugar do outro e a perceber o mundo de uma forma diferente. O custo deste projeto é mínimo, uma vez que praticamente todo material é reciclado. A reciclagem da caixa de leite ainda está bastante difícil de se efetivar uma vez que envolve a separação de todos elementos que compõe a caixa (plástico, papelão e alumínio). Transformar a sucata em brinquedo já é prática em todas as escolas e o professor deve cada vez mais usar sua criatividade para utilizar adequadamente este material que não tem nenhum custo e ainda por cima contribui para a preservação da natureza.
Salientamos alguns objetivos mais específicos que podem ser desenvolvidos pelas turmas junto de seus professores. Fica a critério do professor selecionar, acrescentar ou substituir estes objetivos de acordo com a proposta de trabalho com sua turma. Algumas atividades serão orientadas semanalmente pelas professoras da sala multimeios, Andréia Ferrão e Cristiana Erthal.

→ Este projeto foi apresentado na Reunião de Estudos realizada no dia 16 de abril de 2008. Desde esta data toda escola se envolveu na arrecadação das sucatas. O projeto já sofreu algumas mudanças - como a idéia inicial que era de um trem. Como o tamanho do trem seria muito grande e envolveria mais tempo, conversamos com os alunos e uma aluna da 3ª série sugeriu que fizéssemos um ônibus. Adoramos a idéia e o projeto se remodelou.
Até o momento três turmas estão envolvidas diretamente com a construção do ônibus (31; 32 e 41). Este envolvimento aconteceu de forma gradativa por meio da equipe pedagógica e interesse dos professores.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS (sugestões):

EDUCAÇÃO ARTÍSTICA
Construir uma maquete do ônibus utilizando caixinhas de água de coco, todinho, suco ou semelhante;
Colocar a maquete do ônibus no corredor para que todas as turmas possam visualizar a mesma;
Dramatizar situações matemáticas;
Desenhar o ônibus com sugestões de atividades para o seu interior;
Pintar sem usar as mãos (a tinta será assoprada com canudinho);
Confeccionar fantoches, fantasias, cenários,...
Construir o ônibus;...

MATEMÁTICA
Contar as caixas de leite e uni-las com fita adesiva;
Utilizar o projeto para a confecção das colunas;
Formar fileiras com 10 caixas;
Desenvolver as operações matemáticas de acordo com a série;
Desenvolver problemas comparando custo das diferentes marcas de leite;
Trabalhar com unidades de medida;
Criar situações matemáticas de acordo com as atividades desenvolvidas;
Registrar em gráficos qual o tipo ou marca de leite mais consumida;
Registrar no caderno ou em portfólio as atividades realizadas;...
Obs.: O acesso ao ônibus deve permitir a passagem de cadeira de rodas.

PORTUGUÊS
Realizar leitura dos rótulos das caixas de leite;
Comparar as marcas;
Construir textos individuais e coletivos com os temas: leite, sucata, reciclagem, meio ambiente, deficiência;
Registrar as atividades desenvolvidas;
Confeccionar jogo de memória com as palavras utilizadas;
Escutar histórias com os olhos vendados e desenhar o que imaginou;
Observar as gravuras de uma história sem poder ouvir;
Elaborar livros de história, poesias, contos, crônicas, lendas, parlendas para serem disponibilizadas no ponto de embarque do ônibus.

EDUCAÇÃO FÍSICA
Desenvolver as noções: dentro/fora; em cima/embaixo; direita/esquerda, etc. em relação ao ônibus;
Utilizar as caixas de leite como jogos de construção ou regras: blocos de caixas para empilhar; memória de marcas; dominó de marcas; boliche, entre outros;
Fazer combinações: só entra no ônibus quem faz uma cesta; um gol; constrói a torre mais alta; número par no dado etc.

CIÊNCIAS
Reciclar as caixas de leite;
Desenvolver noções de cuidado com o meio ambiente;
Separar corretamente o lixo utilizando as lixeiras adequadamente;
Higienizar as caixas;
Demonstrar os tipos de leite existentes;
Explorar os órgãos dos sentidos durante o “trajeto” do ônibus (a cada 15 dias as atividades dentro do ônibus serão trocadas – inicialmente pela sala multimeios e posteriormente a responsabilidade será da turma sorteada)

ESTUDOS SOCIAIS/ HISTÓRIA/ GEOGRAFIA
Verificar os municípios que possuem indústrias de laticínios;
Localizar os municípios nos mapas;
Comparar as regiões que possuem indústrias de laticínios com as que não possuem;
Simular locais por onde o ônibus vai passar.

HORA DO CONTO/ BIBLIOTECA
Dramatizar as histórias escolhidas pelas crianças dentro do ônibus ou no ponto;
Utilizar as janelas e brincar com fantoches;
Contar ou inventar uma história envolvendo o “passeio de ônibus”;
Confeccionar fantoches, fantasias, livros;
Restaurar livros dentro do ônibus ou no ponto de espera

INGLÊS/ LIBRAS/ BRAILLE
As informações por escrito devem contemplar a língua inglesa, LIBRAS e Braille;
Alguns livros devem contemplar a língua inglesa, o Braille e também LIBRAS.

INFORMÁTICA
Divulgar nos blogs e site da escola o desenvolvimento do trabalho;
Fotografar e filmar as etapas;
Produzir no movie maker o trabalho desenvolvido;
Produzir o “Passe Especial” – Ingresso ao ônibus;
Produzir o convite para o III Eco-Festival

Outras atividades podem surgir e algumas podem não ser realizadas. O planejamento serve como sugestão de desenvolvimento do projeto, mas este deve ser flexível e acontecer de acordo com o que a turma sugere e está disposta a realizar. A observação das crianças feita pelo educador pode ser considerada o grande impulso para o planejamento por projetos, pois privilegia o olhar da criança, o que ela pede ou questiona. O projeto traz uma idéia de perspectiva, de linhas gerais que podem, no processo, receber melhores contornos, maiores definições. Pode ser desenvolvido e adaptado para qualquer grupo de educandos, em qualquer série, sendo mantido somente seu objetivo geral – princípio norteador do trabalho.

RECURSOS MATERIAIS:

Cerca de 1200 caixas (180 para frente e fundos e 900 para as laterais e o suficiente para o teto);
Cerca de 584 garrafas pet transparentes para os pára-brisas e bancos internos;
Fita Transparente ou crepe – o suficiente para colar as caixas e levantar as paredes (as caixas são unidas uma a uma com fita adesiva; cada fileira é reforçada com mais uma volta de fita e cada bloco de 60 ou 80 caixas são unidos novamente com duas ou três voltas de fita; a fita transparente será usada para unir as garrafas senão perde o efeito de vidro);
Tecidos, vendas e texturas;
Lixa, cortiça, isopor, espuma;
1 Tubo de cola cascorez;
Sacos plásticos de lixo de 100 litros para forrar internamente o ônibus quando contemplar a deficiência visual;
Tampões de ouvido;
Objetos variados;
Objetos que produzam sons;
Livros em Braille e Língua Inglesa;
Obstáculos grandes;
Cadeira de rodas;...

DESENVOLVIMENTO: Se o projeto for aprovado pela equipe diretiva, pedagógica e professores será desenvolvido pela(s) turma(s) que se interessar(em). Cada professor tem autonomia para desenvolver com a sua turma o que achar mais interessante, porém a montagem final do ônibus e as atividades internas iniciais serão confeccionadas e elaboradas pelas professoras da sala multimeios para estimular a curiosidade dos alunos. Uma vez por semana as professoras da sala multimeios desenvolverão algumas atividades desencadeadoras, bem como algumas dinâmicas e construção do ônibus propriamente dita. A cada quinze dias as atividades serão trocadas, inicialmente pelas professoras da sala multimeios e posteriormente por meio de sorteio (uma turma pode preparar o ônibus para as outras). Os alunos entrarão ora vendados, ora com tampões de ouvido, ora com alguma impossibilidade motora para realizar as atividades propostas no interior do ônibus. Enquanto esperam para entrar no ônibus podem se distrair realizando leitura ou desenhando utilizando os materiais que estarão disponíveis no ponto de embarque. O ônibus será construído em blocos o que permite desmontá-lo com certa facilidade. Quando houver necessidade pode ser transportado facilmente para qualquer lugar. As atividades podem ser trocadas, substituídas gradativamente à medida que houver necessidade.
As alunas Bruna Nader Paes e Camila Pisani Suenaga, da 5ª e 6ª série respectivamente, serão monitoras do projeto e contribuirão com suas experiências para um melhor desenvolvimento das atividades.

AVALIAÇÃO: Cada turma fará avaliação do projeto de acordo com as atividades que foram desenvolvidas. É um projeto que não se esgota, visto que pode ser continuado ou remodelado no próximo ano. E esta é a verdadeira intenção dos projetos – que não se esgotem, que tenham continuidade. Um verdadeiro projeto envolve muito trabalho e para que se atinja os objetivos, a equipe deve se envolver como um todo. O trabalho em equipe é que contribui para o sucesso do projeto.


Andréia Santos da Costa Ferrão Cristiana Erthal
Professora da Sala Multimeios Professora da Sala Multimeios


www.salamultimeios.blogspot.com
http://www.aprenderemconstrucao.blogspot.com/

PROJETO: ÔNIBUS MULTISENSORIAL DE CAIXAS DE LEITE
1º DIA: 09/05/08 - RELATO DE TRABALHO


DINÂMICA DE GRUPO: JOGO DE MEMÓRIA COM AS CAIXAS DE LEITE – Serão distribuídas caixas de leite para os alunos, cada um ganhará uma caixa e deverá encontrar o colega que tem a caixa igual a sua. Cada dupla deve explorar as caixas, ler o rótulo, ler as informações e socializar com o grande grupo;

EXPLICAR O PROJETO: o projeto será desenvolvido pela turma da 3ª série, pelas monitoras Bruna da 5ª série e Camila da 6ª série, e orientado pelas professoras da sala multimeios Andréia e Cristiana, a professora de sala Valmira e a auxiliar Edileusa;


EXPLORAR O CONHECIMENTO DOS ALUNOS: o que os alunos sabem sobre o leite e sobre reciclagem. Registrar as falas em cartolina para confecção do portfólio;

LER A FÁBULA – “A MENINA DO LEITE” de Monteiro Lobato: explorar a fábula; conhecimento sobre o autor; estabelecer comparações entre os termos encontrados no texto e os termos atuais (lata de leite/caixa de leite; cruzeiro/real; desenvolver a moral da história e compará-la ao dia-a-dia dos alunos).

Andréia Santos da Costa Ferrão Cristiana Erthal
Professora da Sala Multimeios Professora da Sala Multimeios


DATA: 09/05/2008
TURMA: 3ª - 31
Professora: Valmira
Orientação: Professoras Andréia e Cristiana

RELATO COM A TURMA DA 3ª:

Após o Jogo de Memória e a exploração das caixas de leite segue relato das falas dos alunos: (registro no portfólio)

O que sabemos sobre o LEITE?
- O leite é branco
- O leite é amarelo e está azedo ou estragado
- O leite tem gordura, vitamina, proteína, cálcio, 0 de gordura trans, fibras, sódio, ferro, carboidrato.
- Criança menor de 1 ano deve tomar leite da mãe – não pode beber este leite.
- Tem site para saber mais sobre o leite, tem e-mail.
- Tem leite de caixa, longa vida, em pó.
- Tem leite Integral, Desnatado e Semidesnatado.
- Marcas: LIDER, TIROL, ELEGÊ, BOM GOSTO, PIÁ, MU - MU.
- Indústrias de leite:
Concórdia-SC
Treze Tilhas- SC
São Miguel do Oeste-SC
Presidente Prudente-SP
Tapejara-RS
FazendaVilanova-RS
Nova Petrópolis-RS
Teutônia-RS

Para realizar um Trabalho, o que é preciso?
- ALISSON: Precisa de um Projeto
- FERNANDO: Autorização do Prefeito
- FERNANDO: Site e e-mail
- Precisa de explicação
- Precisa de atenção
Para próxima aula:
O QUE SABEMOS SOBRE RECICLAGEM?
História: “A menina do leite”.

DATA: 16/05/2008
TURMA: 3ª- 31
Professora: Valmira
Orientação: Professora Cristiana

RELATO COM A TURMA DA 3ª:

* Objetivos da Aula Temática RECICLAGEM:

- desenvolver o raciocínio lógico;
- aprimorar os conhecimentos de mundo sobre a questão ambiental;
- estabelecer relações e diferenças entre os dois contextos apresentados (Projeto Trem Sensorial e a História “A menina do Leite”);
- oportunizar a exploração das caixas de leite individualmente;
- trabalhar os diferentes sentidos do corpo humano;
- promover a interação de todos participantes no Projeto;
- instigar a opinião dos alunos;
- oportunizar o espírito de aprendizagem coletiva e o respeito mútuo.

* Metodologia da Aula Temática RECICLAGEM - Parte 1 e Parte 2:

PARTE 1:
A professora e monitoras (Bruna e Camila) realizarão a exposição das respostas que os alunos trouxeram na primeira aula do projeto com o questionamento: O que sabemos sobre o LEITE?
Após a exposição destas respostas que os alunos criaram serão contextualizadas as temáticas do reaproveitamento da caixa de leite através da pergunta: O que sabemos sobre RECICLAGEM?
Por meio das informações trazidas pelos próprios alunos a professora estabelecerá a contextualização destas com a RECICLAGEM no Projeto.
Será aprofundada a palavra RECICLAGEM no Dicionário para maior esclarecimento científico desta temática.
PARTE 2:
A Fábula “A menina do Leite” será distribuída para cada aluno.
Logo após, será realizada a Leitura do texto pela aluna Bruna e depois pelos colegas.

Relato:
Momento 1: Realizamos a exposição das respostas trazidas pelos alunos na aula anterior sobre o significado da palavra “LEITE”, conforme registrado.
Momento 2: O que sabemos sobre RECICLAGEM?
Neste momento, procurou-se instigar os alunos para emitir os significados com relação à Reciclagem, ocorrendo grande expectativa e mobilização da turma na tarefa proposta.
As respostas dos alunos foram:


Reaproveitar
Planeta Limpo
Não jogar lixo no chão
Não poluir
Separar o lixo reciclado
Cuidar do Trem
Cuidar da Natureza


Dentro desse contexto, solicitou-se à Professora Valmira para realizar a leitura no Dicionário da palavra Reciclagem.
Logo após, a professora leu o significado do verbo RECICLAR.

OBJETIVO DO PROJETO:

Aproveitar as caixas de leite utilizadas para construir brinquedo para a escola.


A partir do significado acima, construiu-se coletivamente o OBJETIVO de nosso Projeto.
Os alunos conseguiram relacionar os termos presentes no dicionário, contextualizando com o Projeto do Trem.
Leitura do Texto: “A menina do Leite”, do autor Monteiro Lobato.
Inicialmente a monitora Bruna realizou a leitura do texto, enfocando o autor e o livro do qual foi extraído o texto, conforme bibliografia apresentada.
Após, o aluno Willian leu um trecho do texto.
Interpretação do texto:
Sobre o autor Monteiro Lobato, a monitora Camila trouxe que este autor é o mesmo do programa na TV Sítio do Pica-pau amarelo e os alunos nomearam os personagens dessa obra.
Os alunos realizaram a leitura da imagem apresentada no texto, identificando os personagens. Laurinha e suas vestimentas, no que Laurinha estava pensando, o que Laurinha carregava, etc.
Os alunos foram instigados a identificar o tempo em que a história se passava, os personagens, o contexto geográfico, a cronologia do texto, a narrativa.
Os alunos foram questionados:

Legenda:
Professora
COR VERDE
Alunos
COR LARANJA

Momento REFLEXÃO:

Prof: Por que Laurinha não conseguiu atingir seus objetivos?
Alunos: Porque ela não pensou no que ia fazer.
Prof: E para que nosso Projeto se realize, o que precisamos fazer?
Alunos: Precisamos de atenção, concentração, respeitar.
Prof: Vocês acham que Laurinha poluía o meio ambiente?
Alunos: Não, porque ela tirava o leite da vaca.
Prof: E nós, tiramos o leite da vaca?
Alunos: Não, nós tomamos da caixinha.
O que nós poderemos fazer para cuidar da natureza?
Alunos: Reciclar, fazer o Trem, não jogar lixo no chão,...
Um exemplo, Fernando, quantas caixinhas de leite sua família consome em um dia?
Ah, professora, eu acho que 2...
Muito bem, então pessoal, se a família do Fernando consome 2 caixinhas de leite por dia, em um mês, que tem 30 dias quantas caixinhas de leite a família do Fernando vai consumir?
Como é mesmo professora?
Então, seria 2 caixinhas X 30, é isso?
Isso!!!!
E quanto dá?
Hummm... 60!
Então, galerinha, a família do Fernando consumirá 60 caixinhas de leite em um mês, vocês sabem o que isso significa?
Que vai poluir, precisa reciclar...
Imaginem, se cada família jogar no lixo tudo isso...quanto lixão terá!!!
Coitado do planeta!

Confira também na galeria de imagens algumas fotos deste projeto! E não deixem de visitar o blog da Sala Multimeios: www.salamultimeios.blogspot.com

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

PALESTRA DE ALICIA FERNÁNDEZ


OS IDIOMAS DO APRENDENTE
ALICIA FERNÁNDEZ

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Se um aluno "está no mundo da lua", o problema do professor será o de como trazer a "lua" ao mundo da criança, já que, se quiser expulsar a "lua" da aula, expulsará também o aprendente que há em seu aluno. Por outro lado, essas "luas" costumam estar habitadas pelas situações mais dolorosas da vida das crianças.
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Muito mais importante que os conteúdos pensados é o espaço que possibilita fazer pensável um determinado conteúdo. É nesse espaço, onde nada é exclusivo - os conteúdos aprendidos ou não-aprendidos, os condicionantes orgânicos, as operações cognitivas, os determinantes inconscientes - e tudo se articula em uma escuta entre - que os idiomas de cada um serão expressos como possibilidade.
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Quando o sujeito renuncia a sua história ou é impedido de ser autor dela, a primeira conseqüência desse impedimento manifesta-se no enrijecimento de sua modalidade de aprendizagem. Ele não apenas deixa de transformar o mundo, mas abandona a tarefa humana de transformar a si mesmo.
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O objeto de qualquer intervenção psicopedagógica é abrir espaços objetivos e subjetivos de autoria de pensamento. O psicopedagogo aposta em que o desejo de conhecer e de saber possa sustentar-se apesar das carências nas condições econômicas, orgânicas, educativas, apesar das injustiças, dos déficits ou das lesões biológicas.
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A liberação da inteligência aprisionada só poderá dar-se através do encontro com o prazer de aprender que foi perdido. Por tal razão, acreditamos que nossa principal tarefa na relação com os pacientes (aos quais denomino "aprendensinantes") é "ajudá-los a recuperar o prazer de aprender" e, de igual modo, pretendemos, para nós mesmos, recuperar o prazer de trabalhar aprendendo e de aprender trabalhando.
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A psicopedagogia vem para explicar também que na fabricação do problema de aprendizagem como sintoma intervém questões que dizem respeito à significação inconsciente do conhecer e do aprender e ao posicionamento diante do escondido.
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Por último, e não menos importante, a psicopedagogia clínica vem para dizer também que, na fabricação do fracasso escolar, participam questões relativas ao posicionamento dos "ensinantes professores", mas também dos "ensinantes médicos" e do poder médico, as quais, exibindo, por vezes, um conjunto de informações hegemônicas e monopolistas, supõem o aprendente como um "sistema nervoso central caminhando".

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Este é um breve resumo, falas de Alicia Fernandéz, durante a palestra "Saber em Jogo" realizada em Florianópolis.

DIFICULDADES OU TRANSTORNOS DE APRENDIZAGEM


A aprendizagem e a construção do conhecimento que fazem parte das atividades escolares deveriam acontecer de forma natural e espontânea e até de certa forma prazerosa, porém, muitas vezes isso não acontece. O professor deve estar atento para identificar a causa da não aprendizagem e pedir ajuda quando esta se fizer necessária.
Como diz Nádia Bossa (2000, p.12) "A identificação das causas dos problemas de aprendizagem escolar requer uma intervenção especializada".
Quando consideramos a criança devemos verificar suas condições físicas e emocionais, ou seja, sua possibilidade de aprender e se dispõe de recursos cognitivos apropriados para a fase em que se encontra.
Outra condição importante para que ocorra a aprendizagem é o desejo de aprender - a motivação permeada pelo afeto. As relações que a criança estabelece com o objeto de estudo é que a impulsionam para a construção do conhecimento.
A maior dificuldade dos educadores e dos psicopedagogos está em encontrar subsídios que indicam que a criança apresenta dificuldade de aprendizagem. Como faltam parâmetros concretos para fazer a identificação, esta acaba ocorrendo quando o aluno já repetiu um ou mais anos e provavelmente já tenha automatizado os erros.
Mesmo considerando as particularidades de cada caso, existem algumas generalizações: a maioria das crianças com dificuldades de aprendizagem apresentam impulsividade, são desajeitadas, apresentam falhas na integração perceptiva, na memória, no pensamento e na linguagem.
Emília Ferreiro afirma categoricamente que tudo aquilo que se passa com a criança no início de sua escolaridade é decisivo para toda a sua vida escolar. A autora acrescenta também que a criança não precisa chegar na escola sabendo sobre alfabetização, é a escola que tem a obrigação social de alfabetizar. (FERREIRO, 1987 apud GOLBERT, 1996, p. 83; 89).
As queixas relatadas pelos professores com maior incidência sobre o aluno que não aprende são:
→ Falta de atenção;
→ Dificuldade na leitura e na escrita;
→ Dificuldade na matemática;
→ Dificuldade nos processos de pensamento;
→ Dificuldade nas atitudes de trabalho
Ao entrar na escola a criança se depara com conceitos e estruturas que até o momento não tinham lhe sido exigidos. Ao realizar as tarefas propostas podem surgir, por diversos motivos, a presença de alguma dificuldade que não implica necessariamente em um transtorno.
Essas dificuldades podem ser: problemas anteriores à vida escolar; problemas na proposta pedagógica; capacitação do professor; problemas familiares, emocionais ou déficits cognitivos, entre outros. Nenhum fator específico é a causa do problema, pode ter origens diversas ou ser uma combinação de vários fatores.
Quando tudo estiver de acordo e a criança só não aprende na escola devemos fazer um diagnóstico institucional para verificar quais problemas estão comprometendo o êxito do aluno. Muitas vezes o professor não percebe que a sua maneira de ensinar não é a mais apropriada para o aluno aprender. O professor preso a métodos ou à proposta pedagógica da escola, sem condições de se atualizar ou mesmo resistente às mudanças não percebe que está no caminho errado e acaba por não rever a sua prática tornando-a incoerente e fazendo assim, sofrer o aluno.
O transtorno ou distúrbio de aprendizagem é um conjunto de sinais ou sintomas que provocam uma série de perturbações no aprender da criança, interferindo no processo de aquisição e manutenção de informações de uma forma acentuada. O transtorno corresponde a uma inabilidade específica em uma das áreas como a leitura, a escrita, a matemática, em indivíduos considerados capazes intelectualmente.
Os manuais CID-10 e DSM-IV apresentam três tipos básicos de transtornos específicos: o Transtorno da Leitura; o Transtorno da Escrita e o Transtorno da Matemática.
→ Transtorno da Leitura - DISLEXIA: é uma dificuldade específica em compreender as palavras escritas.
→ Transtorno da Escrita - DISGRAFIA e/ou DISORTOGRAFIA: é um transtorno de ortografia e caligrafia, geralmente combinado à dificuldade em compor textos escritos por apresentar erros de gramática, pontuação, má organização dos parágrafos, múltiplos erros ortográficos ou fraca caligrafia.
→ Transtorno da Matemática - DISCALCULIA: a criança apresenta uma inabilidade em adquirir conceitos matemáticos e a utilizá-los na vida diária.
O diagnóstico precoce do distúrbio de aprendizagem é fundamental para a superação desta dificuldade. Desta forma se verifica a área mais comprometida e se encaminha para a abordagem terapêutica mais adequada.
Segundo Pamplona (1997, p. 30; 31) baseando-se nas pesquisas as causas apontadas como responsáveis pelas dificuldades escolares e pelos altos índices de evasão e reprovação escolar são:
- falta de estimulação adequada nos pré-requisitos necessários à alfabetização;
- métodos de ensino inadequados;
- problemas emocionais;
- falta de maturidade para iniciar o processo de alfabetização
- dislexia


DISLEXIA


A Dislexia apresenta-se nos momentos iniciais de aprendizagem da leitura e da escrita.
É uma dificuldade específica nos processamentos da linguagem para reconhecer, reproduzir, identificar, associar e ordenar os sons e as formas das letras, organizando-as corretamente.
A Dislexia não é uma patologia, ou seja, não é uma doença.
CAUSAS: Genéticas, Neurobiológicas.
A história familiar é um dos fatores de risco mais importantes: 23 a 65% das crianças disléxicas têm um parente com dislexia. (Scar Boroug, 1990).
Entre irmãos a taxa é de 40%.
Entre pais e filhos, de 27 a 49%.
Cerca de 20% das crianças do mundo são disléxicas.
A criança disléxica tende a desenvolver depressão (pela pressão que sofre); ansiedade; baixa auto-estima e falta de atenção.

ALGUNS COMPORTAMENTOS E CARACTERÍSTICAS:
· Imaturidade;
· Desempenho inconstante;
· Demora na aquisição da leitura e da escrita;
· Lentidão nas tarefas de leitura e escrita, mas não nas tarefas orais;
· Dificuldade com os sons das palavras e, conseqüentemente com a soletração;
· Escrita incorreta, com trocas, omissões, junções e aglutinações de fonemas;
· Dificuldade em associar o som ao símbolo;
· Dificuldade com a rima e a aliteração;
· Discrepância entre as realizações acadêmicas, as habilidades lingüísticas e o potencial cognitivo;
· Dificuldade em associações;
· Dificuldade para organização seqüencial;
· Dificuldade em nomear objetos, tarefas...;
· Dificuldade com a organização temporal (hora), espaço (antes e depois) e direção (direita e esquerda);
· Dificuldade em memorizar números de telefone, mensagens, fazer anotações ou efetuar alguma tarefa que sobrecarregue a memória imediata;
· Dificuldade em organizar as suas tarefas;
· Dificuldade com cálculos mentais;
· Desconforto ao tomar notas e/ou relutância para escrever;
· Persistência no mesmo erro, embora conte com apoio do profissional;
· Fraco desenvolvimento da atenção;
· Atraso no desenvolvimento da fala e da linguagem;
· Atraso no desenvolvimento visual;
· Dificuldade em aprender rimas e canções;
· Falta de coordenação motora fina e ampla;
· Dificuldades com quebra-cabeça;
· Falta de interesse por livros e impressos;
· Dificuldade em aprender uma segunda língua

COMO TRABALHAR COM O DISLÉXICO:
→ Capacitar os professores para trabalhar com a diversidade e possibilitar a inclusão;
→ Estímulos são fundamentais para se elevar a auto-estima, levá-la a superação das dificuldades e exige muita determinação pessoal;
→ Não tem cura. O tratamento visa potencializar as capacidades e minimizar as dificuldades;
→ A estimulação multisensorial é muito utilizada;
→ O ambiente deve ser facilitador;
→ A vocalização ou oralização é uma forma de compensar a dificuldade;
→ Desenvolver a consciência fonológica tem apresentado excelentes resultados;
→ Antes de introduzir textos complexos, verificar se o aluno já entende os menos complexos;
→ O professor deve estar atento aos erros e não corrigir pelo aluno. Deve sentar, explicar novamente, chamar para sentar mais perto. Sublinhar os erros e fazer reestruturar o texto;
→ Se o Disléxico for bem atendido com certeza terá progressos;
→ A repetência de alunos que já reprovaram diversas vezes deve ser vista com bom senso pelos educadores. Cada caso é um caso;
→ Quanto mais cedo se fizer o diagnóstico melhor será o tratamento.


Para um atendimento mais eficaz devemos verificar o tipo de dislexia que o aluno apresenta:


· Dislexia Visual: deficiência na percepção visual e na coordenação visomotora – desenvolver a leitura do todo para as mínimas partes;
· Dislexia Auditiva: deficiência na percepção auditiva e na memória auditiva – desenvolver a leitura fonológica – das partes para o todo – usada para a leitura de palavras novas;
· Dislexia Mista ou Integrada: é a mais comum – uma integração das duas.

Colaboração: Andréia Santos da Costa Ferrão andreiapsicopedagoga@hotmail.com
Pedagoga – Educação Especial
Psicopedagoga Clínico-Institucional
Professora da Sala de Multimeios da EBM João Alfredo Rohr
www.aprenderemconstrucao.blogspot.com

Referências:

AJURIAGUERRA, J. de. (colaboradores). A dislexia em questão: dificuldades e fracassos na aprendizagem da língua escrita. Porto Alegre: Artes Médicas, 1984.
BARRONI, Leda M.C. De ler o desejo ao desejo de ler – uma leitura do olhar do psicopedagogo. Petrópolis: Vozes, 2005.
BOSSA, Nádia A. Dificuldades de aprendizagem: O que são? Como tratá-las? Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 2000.
CAPOVILLA, Alessandra G. S. & CAPOVILLA, Fernando C. Problemas de leitura e escrita: como identificar, prevenir e remediar numa abordagem fônica. São Paulo: Memnon, 2004.
FERREIRO, Emilia & TEBEROSKY, Ana. Psicogênese da língua escrita. Porto Alegre: Artes Médicas, 1985.
FRANK, Robert; LIVINGSTON, Kathryn. A vida secreta da criança com dislexia.
GARCIA SÁNCHEZ, Jesus Nicásio. Dificuldades de aprendizagem e intervenção psicopedagógica. Porto Alegre: Artmed, 2004.
GOMES, Maria de Fátima Cardoso. SENA, Maria das Graças de Castro. Dificuldades de aprendizagem na alfabetização. Belo Horizonte: Autêntica, 2006.
GORMAN, Christine. A Dislexia, Obtida via Internet.
http://www.10emtudo.com/artigos, 2003.
HOUT, Anne Van.; SESTIENNE, Françoise. Dislexias: descrição, avaliação, explicação, tratamento. 2.ed. Porto Alegre:Artmed, 2001
IANHEZ, Maria Eugênia & NICO, Maria Ângela. Nem sempre é o que parece: como enfrentar a dislexia e os fracassos escolares. Rio de Janeiro: Elsevier, 2002.
JARDINI, Renata S. R. Método das boquinhas - alfabetização e reabilitação dos distúrbios da leitura e escrita. Livro 1, fundamentação teórica. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2003a.
JARDINI, Renata S. R. Método das boquinhas - alfabetização e reabilitação dos distúrbios da leitura e escrita. Livro 2, caderno de exercícios. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2003b.
JARDINI, Renata S. R. Método das boquinhas – Passo a Passo – da intervenção nas dificuldades e nos distúrbios da leitura e da escrita. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2004.
SANA, Cristiane Cador. Por que meu filho não aprende? Blumenau: Editora Eko, 2005.
WEISS, Maria Lúcia L. Psicopedagogia Clínica: uma visão diagnóstica dos problemas de aprendizagem escolar. Rio de Janeiro: DP&A, 2004.
WEISZ, Telma. SANCHEZ, Ana. O diálogo entre o ensino e a aprendizagem. São Paulo: Ática, 2006.
ZORZI, Jaime Luiz. A escola ignora quem não consegue aprender. Nova Escola – Fundação Vítor Civita, São Paulo, ano XXI, n. 194, Agosto de 2006.


SITES:
www.aprenderemconstrucao.blogspot.com
www.dislexia.org.br
www.psicopedagogiabrasil.com.br
www.abppsc.com.br
www.psicopedagogia.com.br





quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

TDA/H - O que é isso?



Inquieto, distraído, impulsivo. Estas são as características mais utilizadas por pais e professores, referindo-se aos seus filhos e alunos com TDA/H - Transtorno do Déficit de Atenção acompanhado ou não de Hiperatividade.






Sintomas como desatenção, impulsividade e hiperatividade caracterizam o transtorno que deve ser avaliado em relação à idade cronológica da criança, pois o que pode ser considerado normal aos três anos passa a ser excessivo aos oito anos.






O TDA/H é um dos transtornos mais bem estudados da medicina, portanto não é uma invenção para se vender remédios ou se ganhar dinheiro com tratamentos. É um problema que deve ser diagnosticado por uma equipe multidisciplinar para se determinar o tratamento mais adequado.
O acompanhamento médico se faz necessário em função de muitas vezes se utilizar remédios para o tratamento. Portanto, para que seja tratado, o TDA/H deve ser considerado uma condição real que demanda uma abordagem realista e objetiva.


Não existe uma causa específica definida. Dentre as causas citam-se as Biológicas ( genéticas, neurofisiológicas ou neurobiológicas) e as Psico-sociais ( ambientais, falta de estímulos, desnutrição...). Em torno de 90% do TDA/H é devido à herança genética e o restante aos fatores ambientais. Em geral, os sintomas são basicamente os mesmos, expressando-se de forma parecida nas diferentes etapas da vida. O aluno que hoje não presta atenção na sala de aula, poderá ser o marido que parece não escutar o que sua mulher está lhe contando.


Não existem exames específicos para se diagnosticar o TDA/H. O diagnóstico é feito através de uma entrevista clínica com especialista e utilizando-se critérios definidos. O TDA/H é bastante comum e cerca de 5% a 8% das crianças brasileiras são portadoras deste transtorno. O TDA/H é mais comum entre os meninos na forma hiperativa, pois "criam mais confusão", são mais agitados e perturbam mais a sala de aula. As meninas apresentam frequentemente a forma desatenta e muitas vezes passam a vida inteira sem passar por uma avaliação diagnóstica, justamente porque atrapalham menos. A avaliação diagnóstica deve envolver os pais, a criança e a escola (professores).


Muitas das características do TDA/H estão presentes em todas as pessoas, porém quem temTDA/H não é um pouco distraído, ou têm atitudes impulsivas algumas vezes, ele é muito distraído e praticamente todas suas ações são impulsivas comprometendo sua vida escolar, seu trabalho, sua vida social. É como se o indivíduo não tivesse controle sobre suas ações. Os sintomas estão presentes desde muito cedo e acompanham o indivíduo até a vida adulta. Não há cura, o que ocorre é uma diminuição da hiperatividade e com tratamento adequado um melhor controle de suas atitudes e o desenvolvimento de habilidades que possam ser usadas para "driblar" o TDA/H na maioria das situações.


Para facilitar o diagnóstico, dividimos os sintomas em três categorias:


- TDA/H com predomínio de sintomas de desatenção;

- TDA/H com predomínio de sintomas de hiperatividade e impulsividade;

- TDA/H combinado - apresentando tanto sintomas de hiperatividade, como de impulsividade e desatenção.


Utilizamos uma escala diagnóstica para identificar o TDA/H e a criança deve apresentar um número mínimo de comportamentos, bem como é muito importante considerar a duração, frequência e intensidade dos mesmos.


SINTOMAS DE DESATENÇÃO:


1. Não presta atenção em detalhes e comete erros por descuido em atividades escolares e profissionais;

2. Desatento em tarefas e atividades lúdicas;

3. Parece não escutar quando pergutamos algo a ele;

4. Não segue instruções, não finaliza os deveres escolares, tarefas domésticas ou tarefas profissionais;

5. Dificuldade em organizar tarefas e atividades;

6. Evita ou reluta em envolver-se em atividades que exigem esforço mental constante;

7. Perde coisas necessárias para executar suas tarefas;

8. Distraí-se facilmente com estímulos alheios à sua tarefa e tem dificuldade de retornar ao que estava fazendo;

9. Apresenta esqucimentos ao desempenhar as tarefas


SINTOMAS DE HIPERATIVIDADE


1. Agita as mãos, os pés e mexe-se na cadeira constantemente;

2. Abandona sua cadeira ou em outras situações em que se espera que permaneça sentado;

3. Corre em demasia e escala muros e árvores em situações de perigo;

4. Dificuldade em brincar ou envolver-se silenciosamente em atividades de lazer;

5. Parece estar a "mil por hora" ou "a todo vapor";

6. Fala em demasia, descontroladamente, perdendo a linha de raciocínio.


SINTOMAS DE IMPULSIVIDADE


1. Dá respostas precipitadas antes das perguntas terem sido completadas;

2. Tem dificuldade de aguardar a sua vez;

3. Frequentemente interrompe, se mete ou se intromete onde não é chamado.
PRINCIPAIS CONSEQUÊNCIAS DO TDA/H:
- Baixo desempenho escolar;
- Dificuldades de relacionamento;
- Baixa auto-estima;
- Interferência no desenvolvimento educacional e social;
- Predisposição a distúrbios psiquiátricos;
- Problemas de memória;
- Predisposição ao tédio por falta de estímulo contínuo;
- Problemas com o controle do tempo;
- Dificuldades com projetos a longo prazo;
- Dificuldade em desenvolver um trabalho burocrático que requer atenção, autodisciplina e atenção a detalhes;
- Adiamentos e atrasos
No próximo mês falaremos sobre os tratamentos, as (co) morbidades e dicas para pais e professores de um TDA/H. Um abraço!
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Referências:
No Mundo da Lua: perguntas e respostas sobre Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade em Crianças, Adolescentes e Adultos. Paulo Mattos
Distraído e a 1000 por hora - Guia para familiares, educadores e portadores de Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade. Simone da Silva Sena e Orestes Diniz Neto

Ginástica Cerebral


Resolver uma charada, descobrir o criminoso num filme de suspense ou simplesmente montar um quebra-cabeça provoca uma sensação de prazer indiscutível. Nada se compara a satisfação de solucionar um problema!

Algumas charadas são tradicionais e conhecidas como rébus. Existem há séculos e envolvem arranjos de palavras, letras e às vezes números ou símbolos.

Quebra-cabeças não precisam ser difíceis para serem desafiadores, bastam ser inteligentes.

Divirta-se resolvendo os enigmas a seguir. E para melhorar nossa comunicação me enviem emails ou deixem suas respostas na página dos comentários, ok? No final do mês estarei postando as soluções possíveis.


1. Uma caixa de doces pode ser dividida igualmente (sem que os doces sejam cortados em pedaços) entre 2, 3 ou 7 pessoas. Qual é o menor número possível de doces que a caixa deve conter?

2. Anagramas são novas palavras criadas a partir das letras de outra palavra. Por exemplo, um anagrama para a palavra AMOR é RAMO ou ROMA. Veja se você pode descobrir pelo menos um anagrama para cada uma das palavras abaixo:

a) RATO

b) PORTA

c) TREINA

3. A partir das palavras de quatro letras abaixo, que outras palavras de oito letras podem ser formadas? Dica: Você pode mexer na ordem das palavras de quatro letras.

RICA DONA FUGA VASO BULE NABO CIMA

LIGA NORA RALO SONO SERÁ SOLA BETA

4. As palavras abaixo têm uma característica em comum. Você pode identificá-la? Sabe o nome dela?

RADAR

RETER

ARARA

SAIAS

SOLOS

5. Qual é a próxima letra na sequência que segue?

J J A S O N D __

6. Cem jogadores famosos participam de um banquete. Cada um deles é jogador de futebol ou jogador de basquete. Pelo menos um deles é jogador de futebol. De cada dois jogadores, pelo menos um é jogador de basquete. Quantos são jogadores de futebol e quantos são jogadores de basquete?

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Fonte: Você é tão esperto quanto pensa? - Terry Stickels

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

EXERCÍCIOS PRÁTICOS PARA EVITAR A AGRESSIVIDADE E CONDUZIR AO RELAXAMENTO


JOGO DE ENCHER BALÕES


Idade: 4-7 anos


Material: balões


Número de Jogadores: todos alunos da classe


Desenvolvimento do Jogo: Tenta-se encher os balões de forma rítmica e um pouco lenta. Serão enchidos de ar até um certo ponto, a fim de não explodirem. Depois deixaremos que esvaziem devagar. Finalmente, voltaremos a enchê-los e brincaremos com eles imitando ginástica rítmica com a bola.


Variação: Pode-se colocar uma música e encher de acordo com seu ritmo.

PROPOSTAS DE INTERVENÇÃO NA SALA DE AULA - RELAXAMENTO


A VELA


Aspectos Pedagógicos:Tentar conseguir um bom relaxamento e um domínio de si mesmo.


Material:Vela e palitos de fósforo.


Número de Jogadores:Todos alunos da sala


Idade: 4-7 anos


Desenvolvimento do Jogo: Sentados em círculo e mantendo distância adequada, colocar com certa calma uma vela no centro do círculo e acendê-la.

Observar a vela, o que acontesse com ela quando assopramos, batemos palmas, pulamos, etc.

Em silêncio, vamos imaginar que somos a vela. Levantamos, esticamos os dois braços, juntando as mãos por cima da cabeça (imitando a chama).

A partir daqui iremos dando orientações (abre-se uma janela, entra ar e a vela se move, se consome e fica pequenininha, pequenininha...cada vez menor; depois abrem-se duas janelas e a vela se apaga, todos ficam encolhidos no chão).

A professora irá tocando na cabeça de cada criança e pedindo para explicarem o que sentiram (frio, calor, medo de se queimar, de se apagar...).

Perguntar às crianças se elas teriam gostado de não se apagar e por quê.


Orientação Didática: Pode-se observar bem se uma criança não consegue relaxar, se não acompanha o jogo, se não possui imaginação, etc.

Tente manter a ordem, evitando que se aproximem da vela.

O LIVRO QUE VOCÊ PROCURA ESTÁ AQUI!